Em busca de patrocinador, São Paulo apresenta novo uniforme

Ainda sem patrocínio, São Paulo apresentou novas camisas para temporada 2010



O São Paulo apresentou na noite desta segunda-feira os uniformes que irá utilizar ao longo da temporada de 2010. Ainda sem patrocínios principais, já que o clube ainda não encontrou um substituto para a coreana LG, o clube do Morumbi exibiu as camisas da Reebok com novos detalhes, bem diferentes das que o time utilizou até o clássico contra o Santos no Campeonato Paulista.

No uniforme principal, detalhes próximos à gola - um em vermelho, outro em preto - são a principal diferença em relação à camisa de 2009. Já no uniforme reserva, a marca da fornecedora deixou a gola - também modificada - em direção ao peito. As numerações apresentadas seguem as mesmas de 2009, e os modelos agradaram à diretoria do clube presente ao evento.

"É uma camisa muito legal", afirmou Júlio César Casares, vice-presidente de comunicações de marketing do São Paulo. "Essa camisa sem patrocínio tem data de validade. Então corram para as lojas e comprem logo", completou o dirigente, dando a entender que o clube tem pressa para preencher as camisas com um novo patrocinador.

Segundo a diretoria, espera-se um acordo com um novo patrocinador para o mês de março. Por enquanto, porém, nomes e valores não são revelados pela cúpula sãp-paulina. Mas os uniformes, mesmo sem a fonte de renda, agradaram. "Tenho certeza de que a Reebok é uma parceira, não apenas uma patrocinadora", disse Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo, ainda durante a apresentação.

A apresentação contou com "modelos" recrutados no próprio elenco: os goleiros Bosco e Denis (que apresentou a camisa com o número 01 e o nome de Rogério Ceni), os volantes Jean e Hernanes e o meia-atacante Marcelinho Paraíba. O quinteto foi acompanhado por modelos femininos e masculinos que apresentaram uniformes casuais e de jogo. Rodrigão, jogador de vôlei do Pinheiros/Sky e torcedor do time, integrou a cerimônia.


Fossati planeja usar dois centroavantes no Inter: Kléber Pereira e Alecsandro

Técnico ressalta que formação com dupla de área é a que mais o agrada, mas só quando estiver completamente entrosada

Velocidade e presença de área. Foi assim que o técnico Jorge Fossati configurou o ataque do Inter neste início de temporada. Até agora, o time principal jogou sempre com um homem de movimentação e um centroavante. Taison e Alecsandro, Edu e Alecsandro, Edu e Leandro Damião. Foram três versões apresentadas no Gauchão. No entanto, segundo o treinador, é muito provável que o esquema com duas referências ofensivas seja testado.

Com Kléber Pereira em fase final de preparação física, o treinador colorado vai testá-lo ao lado de Alecsandro. O uruguaio, inclusive, diz que é seu estilo predileto e cita um exemplo da seleção argentina para deixar claro aquilo que planeja.

- Temos todas as possibilidades, todas as chances de ter dois centroavantes. Estou jogando da forma atual porque tenho um determinado grupo para utilizar. Para deixar claro, eu nunca concordei com um grande treinador, Marcelo Bielsa, para um mim um dos melhores da América e talvez do mundo, que não poderiam jogar juntos Batistuta e Crespo – disse.

Marcelo Bielsa treinou a Argentina entre 1998 e 2004. Deixou o cargo depois da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia. Hoje, é o treinador da seleção chilena e vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul.

Kléber Pereira já está inscrito no BID (Boletim Informativo Diário da CBF). Em uma semana, deve ter condições de estrear e vai estar pronto para o primeiro jogo da Libertadores, no próximo dia 23, contra Newll’s Old Boys, da Argentina, ou Emelec, do Equador.

- Eu acho que podem jogar perfeitamente, mas têm de se entrosar. E mais: se eu tiver dois centroavantes entrosados, gosto mesmo de jogar com dois enfiados na frente – frisou Fossati.


Com a proximidade da Libertadores, lesões preocupam Jorge Fossati

Colorado já perdeu D’Alessandro e Fabiano Eller para a estreia, dia 23

Primeiro foi D’Alessandro, depois Fabiano Eller. Agora, o zagueiro Índio inspira cuidados. Se dentro de campo o Inter ainda não encontrou quem o derrotasse nesta temporada (em sete jogos foram seis vitórias e um empate), um adversário ingrato começa a assustar. Ao mesmo tempo em que trabalha para o início da Libertadores, o técnico Jorge Fossati está preocupado com as lesões.

Contra o Juventude, D’Ale sofreu um fratura no rosto, passou por cirurgia e deve voltar na primeira quinzena de março. No Gre-Nal, Eller sofreu uma lesão nos ligamentos do pé direito e é certo que não vai disputar a estreia da competição continental, no próximo dia 23, contra Newell’s Old Boys, da Argentina, ou Emelec, do Equador. Neste domingo, contra o Avenida, pela sétima rodada do Gauchão, Índio deixou o campo por sentir dores no joelho direito depois de uma pancada. Sandro e Giuliano tiveram desconfortos musculares.

- Fico preocupado com as lesões. Pelo que o doutor me falou, o caso do Índio não preocupa. O Sandro também não. Mas já tivemos lesões demais com o Fabiano Eller e o D'Alessandro. No caso do D'Alessandro, foi a violência de um adversário. E o caso do Fabiano foi um azar, uma lesão pouco frequente no futebol. Estão chegando jogos de muita importância, as finais do Gauchão e a Libertadores, e eu gostaria de ter todo o grupo à disposição. Mas as lesões são normais no futebol, temos que estar com o grupo preparado para fazer frente às dificuldades - afirmou.

O volante e capitão Guiñazu segue a linha de raciocínio do treinador. Segundo ele, o grupo é qualificado o suficiente para suprir essas ausências.


- Acontecem essas coisas no futebol. Já tive o azar de me machucar. Temos jogadores para ocupar a posição. Esperamos pela pronta recuperação de todos que fazem parte deste grupo. Com certeza os companheiros vão se recuperar rápido e são esperados de braços abertos – disse.

O Inter terá uma semana inteira de trabalho. O time volta a campo no próximo sábado, contra o Esportivo, em Bento Gonçalves. A partida está marcada para 17h. No entanto, caso a liminar da Justiça do Trabalho que proíbe a realização de jogos entre 10h e 18h seja mantida, o horário vai mudar. Apesar dos riscos, Fossati deve manter a base na Serra Gaúcha. Um desfalque é certo. Guiñazu, com o terceiro cartão amarelo, está suspenso.

Alecsandro está pronto para o desafio do ano: ‘A Libertadores não me assusta’

Em entrevista exclusiva, atacante assegura que está preparado para ser a referência colorada na luta pelo bi e lembra histórias da carreira

Richard Souza/GLOBOESPORTE.COM

O ingresso de Alecsandro no futebol foi quase obrigação. Nada imposto por alguém, mas por inspiração. Filho do ex-atacante Lela, campeão brasileiro de 1985 com o Coritiba, o centroavante do Inter se apaixonou pela bola, e por gols, de tanto ver o pai em campo. Frequentava os treinos do Coxa quase que diariamente e criou intimidade com o esporte.

- Meu pai nunca disse que eu tinha de ser jogador. Ele levava, incentivava, mas nunca me cobrou. Da mesma forma foi com o meu irmão. Nunca exigiu que jogássemos futebol – contou.

Alecsandro, atacante, 29 anos, goleador, e responsável por conduzir o Inter na Libertadores

O irmão é Richarlyson, o caçula, volante do São Paulo. Foi com ele que Alecsandro dividiu as angústias, sonhos e frustrações das primeiras peneiras. Naturais de Bauru, no interior paulista, começaram a entrar na fila dos clubes da capital, mas era uma missão ingrata. Às vezes, em testes com mais de dois mil garotos, dar mais de dois toques na bola era privilégio.


- Foi difícil, mas compensador. Meu pai já estava parando de jogar, não foi um jogador que ganhou dinheiro suficiente para viver na aposentadoria, não conseguiu. Depois do futebol, teve de trabalhar. Era apertado, tive de sair muito cedo. Mesmo trabalhando, corria atrás do futebol. Foi um começo de testes e peneiras em alguns clubes. A tendência era fazer nos clubes de São Paulo, ficavam mais perto. Em alguns acabei não passando, mas prefiro não citar nomes. Eu não tinha essa frustração de não passar. Sempre acreditei no meu futebol, me destaquei no colégio, nas peladas de fim de semana. Entendia que com o futebol que eu tinha seria profissional. Era um pensamento maduro. Não me desesperava – explicou.

  • Aspas

    A Libertadores não me assusta. Não assusta porque me sinto preparado para este tipo de competição, por mais que seja a minha primeira vez. Até porque já joguei uma Liga dos Campeões que, para mim, depois da Copa do Mundo, é o campeonato mais difícil do mundo."

Se muita gente precisa de um empurrão para crescer, Alecsandro levou um puxão. Em 1996, ele e Richarlyson participaram de uma peneira do Vitória. Em duas jogadas, fez dois gols. A primeira fase estava vencida, e a próxima parada serie a capital baiana. Além da dupla, viajaram mais quatro meninos de Bauru.

- A distância de Bauru para Salvador, com 14, 15 anos, era ainda maior. No primeiro teste que passei, não queria ir. Achava longe. Fomos para Salvador, tinha mais testes, passei e meu começo no Vitória foi assim. Chegando lá, meu irmão e os outros quatro não passaram e tiveram de voltar. Ficou mais difícil, ficaria sozinho. Chorei muito na primeira semana. No dia em que os meninos foram embora, o Vitória tinha uma concentração e tinha um ônibus que levava para o treinamento. Quando o ônibus voltasse, o pessoal de Bauru já teria ido. Lembro bem, e até me emociono, que na hora em que o motorista ligou o ônibus e engatou a primeira, eu me vi só e gritei para ele parar. O motorista deu uma parada, só que um zagueiro chamado Márcio Gaia, que foi da seleção brasileira de base, puxou meu braço, falou para eu sentar e disse para eu ficar, que eu era bom. E todo mundo gritou: “Arrasta, motô!”, uma gíria de lá. Fui chorando até o treino – disse.

Choro devidamente engolido, chegou ao time profissional um ano depois. Tudo muito rápido, tiro curto. Em sete anos no Rubro-Negro baiano, saiu duas vezes para jogar por empréstimo no Sport e na Ponte Preta. Com o fim do contrato, vendeu os direitos econômicos para o Cruzeiro. Apesar de o time de Belo Horizonte ter outras boas opções para o ataque, correspondeu quando exigido. Em 2006, foi para o Sporting, de Portugal. Ficou por uma temporada. De volta à Raposa, fez mais uma vez um bom papel. Em 2008, acabou vendido para o Al Wahda, dos Emirados Árabes. Acertou com o Inter no começo de 2009.

Em 2009, foram 28 gols: artilheiro colorado

Uma particularidade marcou o giro de Alecsandro pelo Brasil e pelo mundo. Em todos os clubes que defendeu, teve de preencher lacunas.

- Eu lembro que quando deixei o Vitória, o Obina não fazia nem parte do plantel. Quando retornei, em 2005, ele tinha acabado de sair. Fez 18 gols no Brasileiro, estava em evidência, com moral. Tive de aguentar a pressão de substituir o Obina. Desde 2005 tenho que substituir alguns ídolos. Aconteceu no Vitória, no Sporting, que tinha o Deivid e foi vendido para a Turquia. No Cruzeiro, tinha que substituir o Fred. Nos Emirados Árabes, tive que substituir um jogador que era artilheiro da temporada passada. E aconteceu quando eu cheguei ao Inter, que foi a mais difícil, substituir o Nilmar, que é um grande jogador. Cinco anos de desafios. Se não tenho correspondido à altura, dou conta do recado – frisou.

E dá mesmo. No Inter, foi artilheiro do time na temporada passada com 28 gols. Ainda assim não é unanimidade na visão de uma pequena fatia da torcida. Encara 2010 como um ano que pode ser dele. O Colorado vai lutar pelo bicampeonato da competição mais importante do continente. Alecsandro sente que pode ser a referência vermelha.

- A Libertadores não me assusta. Não assusta porque me sinto preparado para este tipo de competição, por mais que seja a minha primeira vez. Até porque já joguei uma Liga dos Campeões que, para mim, depois da Copa do Mundo, é o campeonato mais difícil do mundo. Tive a oportunidade de jogar como titular do Sporting dentro do San Siro contra o Inter de Milão, na Itália. A Libertadores não me tira o sono. Pelo contrário. É mais um desafio, mas é um desafio que eu sei que eu posso conquistar. Falando em grupo, sei que o grupo pode conquistar. Ficamos na expectativa por ser um ano de Libertadores. Não só o torcedor do Inter, mas a diretoria e os jogadores estão empolgados para conquistar o bicampeonato – comentou.

O jogador acreditou no projeto do clube. Teve propostas para sair no fim de 2009, mas a diretoria colorada não topou, mesmo com o interesse de equipes da Europa. Prova de que o Inter conta com ele.

- Nós temos grandes jogadores no elenco. Não tenho como esconder, até pela idade (acaba de completar 29 anos), por ter sido o capitão em outras equipes, que o pessoal me considera um dos líderes do time. Sei que dentro de campo posso ser referência. Para ganhar títulos, você precisa fazer gols e, falando de gols, sou hoje um dos responsáveis por levar alegria para a torcida. Com eles, posso ser uma referência este ano. Pode ser um ponto positivo numa competição tão grande como a Libertadores. Acho que temos muitos bons jogadores, cinco ou seis, que podem ser referência – analisou.

Referência ou não, Alecsandro terá de começar a mostrar o que pode na Libertadores em breve. A estreia do Inter será no próximo dia 23, contra Newell’s Old Boys, da Argentina, ou Emelec, do Equador, no Beira-Rio.


Na lista do Grêmio, Douglas da Silva pensa em voltar ao Brasil: 'Agrada muito'

Zagueiro do Hapoel Tel-Aviv, de Israel, foi revelado por Adilson Batista no Avaí e vai disputar as oitavas de final da Liga Europa

O zagueiro brasileiro Douglas da Silva, de 25 anos, que joga no Hapoel Tel-Aviv, de Israel, será observado pelo Grêmio nos próximos dias. O auxiliar do técnico Silas, Paulo Pereira, vai assistir ao possível reforço tricolor em ação em 20 e 25 de fevereiro. Na primeira partida, o jogador vai enfrentar o Maccabi Tel-Aviv, no clássico da cidade. O duelo seguinte será o mais importante. O Hapoel vai receber o Rubin Kazan, da Rússia, no jogo de volta das oitavas de final da Liga Europa. O primeiro confronto será no dia 18.

Douglas da Silva foi oferecido ao Grêmio por seu agente, Sandro Wienhage. O jogador soube da possibilidade de voltar ao Brasil há dois dias. Revelado no Avaí em 2001 por Adilson Batista, ex-jogador tricolor e hoje técnico do Cruzeiro, se transferiu para Atlético-PR dois anos mais tarde. Sem muitas oportunidades, surgiu a possibilidade de jogar em Israel, em 2004. O primeiro clube dele foi o Hapoel Kfar Saba, onde passou cinco temporadas. Está no Hapoel Tel-Aviv desde 2008, sente-se bem naquele país, mas acha que seria uma boa hora de voltar para casa

- Agrada muito (a ideia de jogar no Grêmio). Até porque estou há seis anos fora do Brasil, jogando em Israel, e quero trocar de ares. Entra em jogo a questão da família também, já que tenho dois filhos. Amadureci muito cedo. É um pouco complicado ficar num país que não é o seu. O Grêmio é um time grande, valeria a pena. Fiquei sabendo do interesse deles de fazer a proposta, de me observar. Se concluir esse negócio, vai ser bom – disse, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

Na Liga Europa, a equipe de Douglas se classificou em primeiro numa chave com Hamburgo, da Alemanha, Celtic, da Escócia, e Rapid Viena, da Áustria. O empresário do jogador acredita que uma eliminação contra o Rubin Kazan facilitaria o negócio para o Grêmio.


- Todo ano jogamos a Liga Europa e nesse passamos em primeiro. Fomos muito bem e ganhamos todos os jogos em casa. Se der certo a minha volta para o Brasil, que seja para um clube como o Grêmio. Já conheço a estrutura, pois joguei muitas vezes contra eles na época da base do Avaí. É espetacular – afirmou.

Natural de Florianópolis-SC, Douglas da Silva tem 1,86m, pesa 80 kg e contrato com o Hapoel Tel-Aviv até 2013 . Ele diz que sempre acompanha as notícias sobre o futebol brasileiro, inclusive do Gauchão.

- Acompanho pela internet. Fico ligado no futebol, até porque aqui não há muito o que fazer. Sei que o Grêmio está bem no Estadual, que ganhou o último jogo por 5 a 1. É prematuro dizer o que vai acontecer.Temos que aguardar - comentou.

A diretoria tricolor confirma que Douglas da Silva faz parte dos planos, mas adota cautela para abordar o assunto. Desde a saída de Réver, vendido para o futebol alemão, o clube busca dois zagueiros. A negociação com Igor, do Sport, ficou por detalhes, mas não vingou.


Douglas: ‘Não podemos vacilar’

Campeão da Copa do Brasil em 2009, meia tenta indicar o caminho do título

Douglas fala com propriedade da Copa do Brasil. Em 2009, foi um dos destaques do Corinthians na conquista do título. Conhece os atalhos da competição nacional que assegura um lugar na Libertadores ao campeão. A campanha do Grêmio começa nesta quarta-feira, contra o Araguaia-MT, em Rondonópolis. A intenção é conquistar a vaga na segunda rodada sem ter que receber o adversário no estádio Olímpico. Se vencer por dois gols de diferença, o Tricolor passa direto.

- Não podemos vacilar. Temos que estar sempre atentos, tentar matar o jogo da volta, o que significa mais tempo para a gente descansar – explicou o meia.

A Copa do Brasil é uma disputa decidida muitas vezes em detalhes. Para Douglas, um dos segredos é manter a cabeça fria.

- Tranquilidade. Não podemos nos desesperar. Temos de procurar sempre vencer e não tomar gols é importante. Não há outra receita a não ser vencer – disse.

Douglas jogou pela primeira vez com a camisa do Grêmio neste domingo, contra o Universidade, pelo Gauchão. Na goleada por 5 a 1, não fez gol, mas saiu satisfeito com a participação dele. Segundo o jogador, o maior desafio é a readaptação ao futebol brasileiro. No Al Wasl, dos Emirados Árabes, foram sete meses de convivência com jogadores de baixo nível técnico.


- A estreia foi boa. Poderia ter sido melhor, mas o ritmo do futebol brasileiro é diferente, estou me readaptando. Estava sentido falta do Brasil, posso matar a saudade e aos poucos pego o jeito novamente – comentou.

O camisa 10 será titular mais uma vez com Silas. Como o técnico não terá Hugo, poupado para recuperar a forma física, Maylson deve ser o parceiro do armador.

Araguaia e Grêmio se enfrentam no estádio Luthero Lopes, às 19h30m (de Brasília).

Mais leve e confiante, Grêmio parte para enfrentar o desconhecido Araguaia-MT

Tricolor estreia na Copa do Brasil nesta quarta-feira, em Rondonópolis. Jogadores reconhecem que precisam estudar o adversário

Malas cheias, e consciência leve. A delegação do Grêmio embarcou na manhã desta segunda-feira para Rondonópolis, no Mato Grosso, cidade da estreia tricolor na Copa do Brasil. A vitória sobre o Universidade, por 5 a 1, nesse domingo, pelo Gauchão, aliviou a pressão que rondava o estádio Olímpico. A caminhada pelo quinto título da competição nacional (venceu em 89, 94, 97 e 2001), maior objetivo do clube na temporada, começa nesta quarta, contra Araguaia-MT, às 19h30m (de Brasília).

Na saída do grupo da capital gaúcha, os jogadores ressaltaram que o clima ficou bem melhor depois do resultado no Estadual. A vitória maiúscula trouxe motivação extra.

- Foi um jogo que serviu para dar mais confiança ao time. As vitórias nos jogos anteriores foram apertadas, todas saindo de um placar adverso. Serviu para pegar confiança. O Borges fez três gols, foi bom para ele também e importante para todo mundo – disse o goleiro e capitão Victor.

Na competição nacional, a ideia é eliminar o jogo de volta e assegurar a vaga para a segunda rodada sem precisar receber o Araguaia no Olímpico. Para isso, o Tricolor precisa vencer por dois gols de diferença. O atacante Jonas, que vive boa fase, espera dar sua contribuição.


- Temos um grande exemplo de 2008, quando empatamos na estreia com o Jaciara (Grêmio Jaciara-MT). Será um jogo difícil, mais precisamos ter muita atenção para conseguirmos nosso objetivo que é conseguir a classificação lá – frisou.

Os jogadores reconhecem que o adversário ainda é desconhecido. Assim que a maratona até Rondonópolis chegar ao fim, será hora de analisar o rival.

- A receita é respeitar, mas colocar o nosso ritmo. Sabemos que o nosso objetivo é conquistar esta competição e chegar à Libertadores do ano que vem. É um campeonato curto e uma vaga na Libertadores seria muito interessante. Vamos estudar o time deles quando chegarmos lá, pois ainda não sabemos muito o que eles têm de ponto forte. Temos de neutralizar e fazer um bom jogo – completou Jonas.

O técnico Silas relacionou 19 atletas para a viagem. Três titulares estão fora: o atacante Leandro, com um trauma no dedão do pé direito, o volante Adilson, que sente dores lombares, e o meia Hugo, ainda fora da forma física ideal.

Antes de chegar ao local da partida, a delegação gremista terá de passar por Brasília e Cuiabá. O time desembarca em Rondonópolis às 17h25m (de Brasília). Não haverá treino nesta segunda-feira.

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Bergson, Borges, Douglas, Fábio Rochemback, Fábio Santos, Ferdinando, Fernando, Joílson, Jonas, Lúcio, Marcelo Grohe, Maylson, Mithyuê, Mário Fernandes, Rafael Marques, Roberson, Saimon, Victor e Willian Magrão.

Richard Souza/GLOBOESPORTE.COM

Delegação tricolor embarcou sem Hugo, Leandro e Adilson. Os dois últimos estão machucados, enquanto o meia foi poupado para melhorar o condicionamento físico


Lateral-direito Cicinho será anunciado como reforço do São Paulo nesta terça

Reunião realizada nesta segunda deixou acordo 99% encaminhado e atleta reforçará o Tricolor por empréstimo até o dia 20 de agosto

No máximo até o final da manhã desta terça-feira, o lateral-direito Cicinho será anunciado como novo reforço do São Paulo para a temporada 2010. Haverá um último encontro na capital italiana entre a presidente do Roma, Rosella Sensi, e o empresário do jogador, Ricardo Sarti, para oficializar o empréstimo do atleta até o dia 20 de agosto. No Tricolor, ele usará a camisa 23.

- Por uma questão de respeito, prefiro esperar essa última reunião. Mas o negócio está muito bem encaminhado. Já temos o acerto com o São Paulo, que melhorou sua proposta para o jogador. Também já temos sinalizado o aval do Roma. Desta vez, a vontade do jogador deverá ser atendida. Mas o Cicinho quer sair de maneira amigável do clube - afirmou o empresário do atleta, em conversa por telefone com o GLOBOESPORTE.COM.


Cicinho também conversou com a reportagem e deixou claro que está ansioso para o término dessa novela.


- Participei da reunião e depois só ficou o meu empresário. Amanhã teremos a conversa final para definir minha situação. Tem de esperar, não tem outro jeito - afirmou o jogador.

Uma pessoa muito próxima do presidente Juvenal Juvêncio confirmou que o contrato do jogador com o São Paulo já está pronto. Ele será inscrito na primeira fase da Taça Libertadores da América. O Tricolor, que deveria enviar a lista dos 25 inscritos nesta segunda-feira, mandará a relação apenas na quarta, já constando o nome do jogador, que usará a camisa 2. Por descumprir o regulamento, o clube do Morumbi pagará uma multa.


Robinho: 'Não voltei por medo de ficar fora da Copa'

Confiante após a vitória no clássico, atacante aguarda convocação de Dunga na terça-feira e diz que retornou ao Peixe para adquirir ritmo de jogo

A convocação do técnico Dunga para o amistoso da seleção brasileira contra a Irlanda, que será divulgada nesta terça-feira, às 11h (de Brasília), na sede da CBF, no Rio de Janeiro, é esperada com ansiedade pelo atacante Robinho. O Rei das Pedaladas, que estava relegado à reserva no Manchester City, da Inglaterra, voltou ao Santos para jogar e ficar pronto para a Copa do Mundo. Com a confiança renovada pelo golaço marcado contra o São Paulo, no clássico do último domingo, vencido pelo Peixe por 2 a 1, o jogador garante não temer ficar fora da competição, que será disputada em junho e julho na África do Sul.

- Eu não voltei por medo de ficar fora (da Copa). Assinei com o Santos para poder jogar, adquirir ritmo. Meu medo era chegar à Copa sem estar na condição ideal - explicou, em conversa com o GLOBOESPORTE.COM antes de sua participação no programa "Bem, Amigos", do SporTV, nesta segunda-feira à noite.

A segurança de Robinho se justifica. Desde a Copa América de 2007, quando assumiu a responsabilidade de ser a estrela da seleção que acabaria conquistando o título (Kaká e Ronaldinho Gaúcho se recusaram a participar da competição realizada na Venezuela), o jogador caiu nas graças de Dunga. Acabou virando um homem de confiança do treinador. O que o jogador quer dizer quando fala em apreensão é sobre sua forma física e técnica.

No entanto, a dúvida sobre sua forma começou a desaparecer depois do jogo contra o São Paulo. Em sua reestreia pelo Peixe, Robinho decidiu o clássico, disputado na Arena Barueri, marcando um golaço, de letra. O jogo terminou 2 a 1 para o Peixe. O jogador passou o dia seguinte curtindo a vitória.

- Ah é muito bom, né? Foi uma estreia bem legal, pude marcar um gol e ajudar o Santos. Hoje (segunda-feira) foi só de descanso, curtindo com a família. Bem tranquilo. Tudo mundo lá em casa está muito feliz.

O jogo contra a seleção irlandesa, dia 2 de março, em Londres, é o último antes da estreia do Brasil no Mundial, dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte.


- Com certeza vai ser uma convocação importante. É a última antes da Copa. Então, muita coisa vai ser decidida. Acredito que o grupo está praticamente definido. Claro que tem uma ansiedade, mas estou confiante - afirmou.

Durante o programa, Robinho explicou como aconteceu a negociação para que o City o liberasse para retornar ao Peixe, e revelou a conversa com o técnico Roberto Mancini, que não pretendia usá-lo como titular na temporada.

- Os diretores do Santos sempre ligavam e falavam com o meu pai. Quando eu jogava mal, eles já ligavam (risos). Estavam atentos. Eu fui falar com o treinador (Roberto Mancini, do Manchester City) e ele foi sincero e disse: "Vou fazer essas rotações, você não vai ser titular do meu time”. Eu também fui sincero e disse que para mim isso não servia, pois estou prestes a disputar uma Copa do Mundo e preciso de ritmo de jogo. Então, ele disse que não me causaria problemas. Tem muito treinador que não coloca o cara para jogar, mas não o deixa ir embora. Para mim isso seria prejudicial.

Robinho deixou o Santos aos 21 anos, rumo ao Real Madrid. Perguntado sobre que conselhos daria aos novos “meninos da Vila”, Neymar e Ganso, o atacante sugeriu cautela.
- Já conversei com eles. Acho que precisam ter calma. A Europa para eles é uma coisa normal. Eles não têm que ter pressa para sair. Muita gente vê a Europa e acha que são mil maravilhas, por conta da Liga dos Campeões, do marketing, da estrutura. Mas nao é tão fácil assim. Você vai ganhar bem, ter mais segurança de vida, mas tem o lado ruim, que é estar em um país diferente, com outro idioma, em um time que de repente não está tão bem entrosado. No meu time (Manchester City), eu jogava quase de quarto homem de meio-campo, de volante, lá atrás, e tinha que me virar. Também tem que dar sorte de cair em um time bom, com pessoas para te ajudar. Tem que ter tranquilidade.

Como sua meta neste início de 2010 é se preparar para o disputar a Copa, Robinho admitiu que consultou o técnico Dunga antes de se transferir do futebol inglês de volta para a Vila Belmiro. Segundo ele, o treinador da seleção sugeriu que ele escolhesse a opção que o fizesse mais feliz.

- Ele aconselhou: “Se você não está feliz aí (no Manchester City), vá buscar a felicidade, porque você precisa disso. Independentemente do time em que você jogar, você tem que estar feliz, senão não consegue fazer nada” - contou.

Júlio César trabalha para alcançar o nível do último Brasileirão

Lateral diz que ainda vai crescer bastante com a camisa do Fluminense. Ele também rasga elogios ao companheiro Fred

Poupado pelo técnico Cuca no empate sem gols contra o Olaria, Júlio César volta à equipe do Fluminense na semifinal da Taça Guanabara, no próximo sábado, diante do Vasco. O jogador, que já marcou dois gols na competição, ainda busca atingir o nível apresentado no último Brasileirão pelo Goiás, quando foi eleito o melhor lateral-esquerdo da competição. Mas sem deixar a ansiedade atrapalhar.

- Ainda estamos no começo. Teve as férias, voltamos, fizemos a pré-temporada. Fiz seis jogos. Ainda é muito pouco. Não só eu como o time do Fluminense ainda vai crescer bastante. Sou apenas um jogador que está iniciando uma temporada, que está trabalhando bastante para ser aquele do Campeonato Brasileiro - diz o ala, em entrevisa à Rádio Brasil.

Além de seu retorno ao time, Júlio César também vibrou com a provável volta do centroavante Fred ao time nas semifinais:

- Ter o Fred em campo é totalmente diferente. O Fred é um jogador de referência na área, e o lateral quando chega à linha de fundo, procura a referência. O Fred facilita muito, não só para mim, mas para o Mariano, Thiaguinho, quem estiver em campo. O Alan e o Maicon são mais de movimentação, de velocidade, tabela, mas também são grandes jogadores.

Sem dores na panturrilha, Fred treina com o restante do grupo nesta terça-feira

Atacante, assim como Maicon, não deve ser problema para a semifinal da Taça Guanabara, sábado, contra o Vasco

Depois de onze dias afastado da equipe para tratar de uma lesão na panturrilha direita, o atacante Fred retorna aos treinos com os demais companheiros nesta terça-feira, na praia do Leme. O capitão tricolor já não sente dores no local e, se tudo correr dentro do esperado pelo departamento médico, ele não será problema para a semifinal da Taça Guanabara, sábado, contra o Vasco.

Quem também estará presente é Maicon, que já havia treinado com o grupo no sábado, na Ilha do Governador. O jogador teve um estiramento na coxa esquerda. No domingo, os dois fizeram um trabalho forte e não sentiram dores.

- Eles já estão assintomáticos. Acertamos com a comissão técnica de que na terça eles vão treinar com o restante dos jogadores mas ainda devem fazer um trabalho um pouco mais leve, porque estão voltando de lesão - disse o médico do Flu, Michael Simoni.

Um dia após a goleada do Fluminense por 4 a 0 sobre o Duque de Caxias, em Volta Redonda, Fred se queixou de dores na panturrilha direita. Apesar do tratamento intensivo que realizou, não passou no teste no vestiário e acabou fora do Fla x Flu.

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