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Últimas Notícias

27/01/2012

Diretoria do Corinthians nega negociação com Cruzeiro por Montillo

Diretor adjunto, Duílio Monteiro Alves nega qualquer negociação

O Corinthians se pronunciou oficialmente em relação a notícia publicada na Folha de São Paulo que dizia que Montillo – Cruzeiro – Corinthians estariam próximos de um acerto.

Em entrevista a TV Corinthians, emissora oficial do clube, Duílio Monteiro Alves negou que o clube tenha retomado a negociação:

- Mais uma vez fomos pegos de surpesa. A posição do Corinthians é a mesma. Retiramos a proposta e não teve nenhuma mudança em relação a isso. Não há negociação em andamento. O posicionamento é o mesmo colocado pelo nosso presidente (Roberto de Andrade) dias atrás. Retiramos oficialmente a proposta. – declarou.

O diretor adjunto de futebol ainda ressaltou a satisfação com o grupo atual:

- Sempre estamos abertos a grandes jogadores mas estamos extremamente satisfeitos com o grupo que temos e não há nenhuma negociação em andamento. – completou

Fonte: Voz do Futebol

Montillo volta a conversar com o Corinthians e deve fechar até 2ª

Montillo e Corinthians voltaram a conversar. O próprio meia e seu agente, Sergio Irigoitia, vieram anteontem a São Paulo para retomar o diálogo com o clube paulista. Sua chegada ao Parque São Jorge deve chegar até segunda-feira.

A Folha apurou que o Cruzeiro, por passar sérias dificuldades financeiras, não conseguiu aumentar os vencimentos de Montillo a ponto de agradar o atleta. Por isso, cedeu e agora aceita negociá-lo. Quem participa da negociação diz que os mineiros estão dispostos a aceitar a proposta oferecida pelo Corinthians, de pouco mais de R$ 20 milhões, e que o negócio deve ser concretizado até segunda-feira.

O Cruzeiro diz que iniciou as conversas para o aumento de salário de Montillo na terça-feira. O clube, porém, não pode oferecer aumento ao jogador e tenta parcerias que viabilizem um incremento nos vencimentos do argentino.

Washington Alves-25.jan.2012/Divulgação Vipcomm

O atacante Montillo durante treino do Cruzeiro na última quarta-feira, em Belo Horizonte
A contratação de Montillo virou novela com o Corinthians chegando a anunciar oficialmente que não estava mais atrás do argentino.

No último dia 18, o presidente interino do clube, Roberto de Andrade, afirmou: ""O Corinthians desiste oficialmente do Montillo. Se era isso que o Cruzeiro queria ouvir, agora o Corinthians falou", declarou o cartola.

No começo das conversas, o Cruzeiro pedia € 15 milhões (cerca de R$ 35 milhões) para liberar Montillo.

No primeiro semestre o Corinthians disputa o Campeonato Paulista e a Taça Libertadores.

Fonte: Folha de São Paulo

Alan Kardec brilha, faz dois, e Peixe vence o Ituano de virada no ABC

Num time ainda formado apenas por reservas, centroavante chama a responsabilidade e ajuda o Santos a conseguir primeira vitória no ano

O time do Santos não teve as suas estrelas – Neymar, Borges, Ganso, Elano & Cia. voltaram de férias depois do restante do grupo e ainda não têm condições de jogo -, mas teve pela primeira vez neste ano o treinador Muricy Ramalho à beira do gramado. E teve Alan Kardec. Inspirado, o centroavante chamou a responsabilidade e brilhou com dois gols na vitória do Peixe sobre o Ituano, de virada, por 2 a 1, no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. Detalhe: o último gol saiu aos 45 minutos, num belo chute de primeira, no contrapé do goleiro.

Foi a primeira vitória do Santos, que havia estreado no Paulistão com um empate em 1 a 1 com o XV, em Piracicaba. Na ocaisão, o gol do Peixe também foi marcado por Alan Kardec. Com três, ele é o vice-artilheiro do Paulistão, atrás apenas de Hernane, do Mogi Mirim.

O jogo foi no Anacleto porque o gramado da Vila está sendo reformado. O público foi pequeno: 2.203 pagantes, para uma renda de R$ 48.645,00. As duas equipes voltam a campo no próximo domingo, às 19h30m (de Brasília). O Santos enfrenta o Paulista, em Jundiaí, e o Ituano visita o Guarani, em Campinas.

santos x ituano (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)

Um Tiago por outro

Muricy Ramalho veio com mudanças em sua primeira partida à frente do time - assim como os titulares, o técnico também estava de férias até a semana passada. Tiago Alves, que vinha sendo escalado nos testes da pré-temporada e também na estreia do Paulistão, perdeu o lugar para Tiago Luis, que voltou de empréstimo à Ponte Preta. Alan Kardec, que era dúvida por conta de uma virose, se recuperou e foi para o jogo. Com isso, a equipe jogou com dois atacantes mais avançados: o próprio Kardec e Rentería. Para armar as jogadas, Felipe Anderson, Ibson e Tiago Luis vinham de trás. Já o Ituano entrou em campo com a mesma escalação da estreia.

Mas a mudança no Peixe não deu muito certo. Ao longo da primeira etapa, poucas chances reais de gol. A maioria dos lances ofensivos saiu apenas em cruzamentos e lançamentos longos. Nenhum deu certo. O Ituano, mesmo com menor posse, era mais perigoso. Aos 20 minutos, Kleyton Domingues, por pouco, não marcou de dentro da área. Aranha salvou.

Na sequência, um lance polêmico gerou reclamação dos santistas. Aos 23, Anderson Sales, após cruzamento da direita, se enrolou e colocou a mão na bola dentro da área. O lance foi claro. Mas o árbitro nada marcou. E o pior para o Santos ainda estava por vir. Em ótima jogada de contra-ataque, o Ituano abriu o placar. O próprio Kleyton saiu de cara com Aranha e mandou no ângulo direito do goleiro.

A partir daí o Santos teve de se lançar ao ataque. Mas conseguiu muito pouco. A maioria dos lances continuava sendo pelas laterais, sem perigo. Chute em gol, apenas aos 38. Alan Kardec quase marcou. Além deste, Ibson também mandou uma bola por cima.

E Muricy ainda não tinha voltado das férias durante o primeiro tempo. O treinador não levantou do banco uma vez sequer nos 45 minutos iniciais. A torcida do Peixe, que estava atrás do banco de reservas, criticou o técnico por conta de sua "apatia". Do outro lado a coisa estava diferente. Ruy Scarpino não sentou em momento algum.

Peixe melhora na etapa final

O segundo tempo começou diferente. Muricy lançou mão de sua alteração e voltou do intervalo com Tiago Alves no lugar de Tiago Luís. E o garoto entrou com vontade. Logo no primeiro lance ele já tentou jogada individual pela esquerda, levando o Santos ao ataque.

Muricy também voltou diferente. Desde o primeiro minuto ele ficou à beira do campo, passando instruções para seus comandados. Sob a batuta do treinador, e visivelmente mais interessado, o Santos se lançou para o ataque. Acuado, o Ituano sofria com os ataques por todos os lados e se safava com os chutões.

Mesmo assim, o Peixe não estava conseguindo criar nenhum lance de real perigo. O time se lançou para o ataque, teve a posse de bola, chegou perto da área, mas não conseguiu assustar Roberto. Porém, com o domínio da partida, o gol parecisa questão de tempo. E saiu aos 28 minutos. Felipe Anderson cruzou para Alan Kardec igualar o jogo. O camisa 10 quase marcou o da virada alguns minutos depois.

Mas a primeira vitória no ano sairia mesmo de forma suada. Aos 45, após linda jogada de Dimba, que entrara muito bem no jogo, Alan Kardec mostrou ótimo senso de colocação e, de primeira, chutou sem chance para o goleiro Roberto: 2 a 1 para o Peixe.

Fonte: GloboEsporte


Ressaca amarga: Inter B leva 2 a 1 do Cerâmica no Beira-Rio

Time de Osmar Loss cresce na segunda etapa, mas não consegue empatar

Um dia após a vitória de 1 a 0 em cima do Once Caldas no primeiro jogo da fase prévia da Libertadores, o Inter voltou-se para o Gauchão e utilizou o time B. Sem a mesma mobilização e qualidade técnica, a equipe sub-23 enfrentou grandes dificuldades diante de um adversário mais organizado. Acabou perdendo por 2 a 1, na noite desta quinta-feira, no Beira-Rio.

Cidinho e Rodriguinho marcaram os gols da vitória, enquanto Lima descontou. Com o resultado, o Cerâmica fica em terceiro no grupo 2, com quatro pontos. Já o Inter é sexto da Chave 1, com três.

Entre os cerca de 2 mil torcedores presentes ao estádio, estava um especial. Ao lado do filho e auxiliar técnico Lucas Silvestre, o treinador Dorival Júnior acompanhou a partida da arquibancada superior.

inter cerâmica sub-23 beira-rio gauchão dorival (Foto: Diego Guichard / GLOBOESPORTE.COM)


Cerâmica pressiona

O time de Gravataí começou melhor, pressionando. Mais bem postado, partiu para cima dos garotos comandados por Osmar Loss. Aos 16 minutos, o Cerâmica abriu o placar. Após falha da defesa, Cicinho recebeu na área e bateu prensado. Na sobra, bateu forte, no canto direito de Agenor.

Promessa e grande aposta da diretoria, o zagueiro Romário não foi bem na primeira etapa. Aos 31, perdeu tempo de bola e cometeu falta frontal. Na cobrança, Rogerinho cobrou bem, no ângulo esquerdo. Agenor só observou. 2 a 0 para os visitantes.

O Inter pouco criava. Para se ter uma ideia, as melhores jogadas foram criadas pelo zagueiro Jackson. Primeiro, o defensor obrigou boa defesa de Cesar Luz ao disparar da intermediária. Depois, subiu bem em cobrança de escanteio, mas testou para fora. Eduardo Sasha também teve boa oportunidade no final da partida. Recebeu cruzamento e Cláudio Winck, mas cabeceou mal.

Mudança de postura

Depois de um primeiro tempo melancólico, os garotos do Inter volaram com tudo para a etapa complementar. Não havia bola perdida e o time finalmente começou a atuar como mandante. Como mudança, Loss tirou Winck e colocou o centroavante Giovani.

O time se tornou mais agudo e ganhou força física. O atacante Thiago, por duas vezes, quase conseguiu marcar. Primeiro bateu cruzado, rente à trave. Na sequência, aproveitou cruzamento da direita e testou certinho no canto direito. A bola só não entrou porque Cesar Luz fez excelente defesa.

inter cerâmica sub-23 beira-rio gauchão lima gol (Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)

Em cobrança de falta da meia-direita, Lima descontou com um golaço. O Inter voltava a partida. A chance viva e clara como água do empate surgiu aos 24, em um daqueles lances imperdíveis. Sasha ajeitou de cabeça e, quase na pequena área, Augusto desviou pela linha de fundo.

O time colorado seguiu ofensivo. Mas as chances de gol se tornaram escassas contra um adversário retrancado. Aos 43, Thiago soltou uma pancada da entrada da área e viu o goleiro espalmar.

Quase como um repeteco, Lima voltou a ter cobrança de falta pela meia-direita. Bateu forte, mas no meio do gol. Mais uma vez, Cesar afastou o perigo.

E o placar não foi mais alterado. Venceu a equipe que foi mais produtiva. Pela atuação, o Inter B se mostrou bem abaixo para representar o grupo principal na competição.

inter cerâmica sub-23 beira-rio gauchão estádio vazio (Foto: Diego Guichard / GLOBOESPORTE.COM)

Fonte: GloboEsporte

26/01/2012

Armadilha previsível: Fla vacila na bola aérea e é derrotado pelo Potosí

Rubro-Negro sai na frente, sofre a virada e está em desvantagem na disputa pela vaga no Grupo 2 da Libertadores

O Flamengo saiu na frente do placar, teve fôlego para superar os 4.000 metros de altitude, mas não foi capaz de conter o perigo que vinha do alto. Depois de fazer 1 a 0, gol de Luiz Antonio, o Rubro-Negro caiu numa armadilha previsível: as bolas aéreas. Com vacilos da zaga, o time foi derrotado por 2 a 1 pelo Real Potosí, nesta quarta-feira à noite, no estádio Victor Agustín Ugarte, e está em desvantagem na disputa pela última vaga no Grupo 2 da Taça Libertadores. Os dois gols, de Centurion e Brittes, foram de cabeça.

O dia que começou festivo com o anúncio oficial da contratação de Vagner Love terminou com uma ducha de água fria.

A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira, às 21h50m, no Engenhão. Os bolivianos vão jogar por qualquer empate. Uma vitória por 1 a 0 é suficiente para os rubro-negros. Se devolverem o placar da Bolívia, a decisão da vaga irá para os pênaltis. Qualquer triunfo do Flamengo por um gol de diferença, a partir de 3 a 2, dá a classificação ao Real Potosí pelos gols marcados fora de casa.

O Flamengo volta a jogar no próximo sábado, pelo Campeonato Carioca, contra o Macaé. Assim como na estreia, Luxa vai escalar uma equipe formada por reservas e garotos. O confronto será no estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, às 17h (de Brasília).

O Real Potosí não terá qualquer compromisso antes da partida decisiva. A estreia da equipe no Campeonato Boliviano, inicialmente marcada para o dia 29, foi adiada para fevereiro. O classificado vai entrar no Grupo 2, que tem Emelec-EQU, Lanús-ARG e Olimpia-PAR.

Fla sai na frente, mas vacila na defesa

A participação do Flamengo na fase preliminar da Libertadores se iniciou com um susto. Logo no começo do jogo, o árbitro Líber Prudente anulou gol de Brittes, que cometera falta em Felipe. O Rubro-Negro começou sendo traído pela velocidade que a bola ganha na altitude, mas, aos poucos, passou a errar menos passes.

O Potosí teve a primeira chance em chute de longe de Eduardo Ortiz, mas Felipe entrou em ação. Seria apenas a primeira de uma série de seis defesas difíceis na partida. O goleiro voltou a aparecer bem em cobrança de falta de Centurión. Ronaldinho Gaúcho percebeu a dificuldade da equipe na saída de bola e pediu ao camisa 1 que evitasse os chutões para que zagueiros e volantes saíssem jogando. Deu certo, e o toque de bola da equipe melhorou.

Na primeira finalização do Flamengo, Renato arriscou de longe e assustou o goleiro Henry. Em seguida, Deivid chutou rasteiro, um pouco desequilibrado, mas com perigo. O Rubro-Negro atuava com duas linhas de quatro jogadores bem definidas e conseguiu ter mais posse de bola, com Ronaldinho voltando para armar as jogadas. Na arquibancada, a torcida do Leão das Alturas mostrou-se preocupada e silenciou.

No entanto, o time da casa conseguia finalizar mais - e sempre com chutes de fora da área, como uma finalização de Pool que passou por cima do travessão.

O Rubro-Negro foi mais eficiente. Aos 29 minutos, Léo Moura invadiu a área, deu dois dribles desconcertantes no adversário e rolou para Luiz Antonio, perto da marca do pênalti, fazer 1 a 0. Primeiro gol do volante como profissional do clube em 14 jogos. Na comemoração, Léo foi muito festejado pelos companheiros. Durante os oito dias de preparação em Sucre, o camisa 2 se destacou pelo vigor físico e qualidade técnica.

real potosi x flamengo luiz antonio (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Mas os brasileiros mal conseguiram comemorar. Depois de bola alçada na área, a zaga parou, Felipe não saiu, Willians não acompanhou, e Centurión, de cabeça, empatou a partida, aos 31.

Ainda no primeiro tempo, começou a chover, e a temperatura caiu para aproximadamente cinco graus. O Potosí se animou e teve nova chance. Felipe evitou o gol de Ortiz.

Ronaldinho teve atuação discreta e só apareceu bem no fim da primeira etapa, quando conseguiu uma finalização e um bom passe. O camisa 10 e Deivid passaram todo o primeiro tempo muito distantes um do outro e chegaram a discutir sobre posicionamento no fim da etapa inicial.

Antes do intervalo, o time boliviano chegou bem novamente. Felipe salvou outra vez. O Potosí conseguiu 11 finalizações contra apenas quatro do Rubro-Negro. Mas o time de Vanderlei Luxemburgo levou a melhor na posse de bola: 54% contra 46%.

Zaga também falha no segundo gol

No início do segundo tempo, o Potosí seguiu alçando a bola na área rubro-negra. O ataque rubro-negro não funcionava, Renato errava passes simples, enquanto Luiz Antonio aparecia para encostar no ataque. O lado direito do Fla se mostrava mais ativo, com Willians, Luiz Antonio e Léo Moura.

O Flamengo recuou muito antes do gol, deu campo aos bolivianos e acabou punido. Aos 12 minutos, a equipe boliviana novamente se aproveitou da fragilidade da zaga rubro-negra na bola alta. Rivero teve total liberdade para olhar para a área e cruzar. Mal posicionado, David Braz deixou Brittes livre para cabecear e virar o jogo: 2 a 1.

Negueba e Bottinelli entram e R10 joga adiantado

Vanderlei Luxemburgo tirou Airton e Deivid para as entradas de Bottinelli e Negueba, respectivamente. As mudanças surtiram pouco efeito. Ronaldinho, que no primeiro tempo participou mais da armação das jogadas, foi deslocado para o ataque e pouco produziu, sumindo em campo.

O Potosí seguiu com domínio do jogo diante de um Flamengo sem reação, com pouquíssima criação de jogadas pelo meio e sem conseguir finalizar.

O projeto Libertadores está em risco. E o sinal de alerta, ligado.

Fonte: GloboEsporte


Dia dos meninos, noite dos 'vovôs': Corinthians vence o Guaratinguetá

Depois de a garotada conquistar a Copa São Paulo pela manhã, Chicão e Alessandro marcam em triunfo que deixa o Timão 100% no estadual

Alessandro e Chicão sabem mais do que qualquer outro jogador o verdadeiro peso do sucesso e do fracasso no Corinthians. Há quase cinco anos no clube, lateral-direito e zagueiro conheceram o céu em preto e branco com a conquista de quatro títulos, mas frequentaram o inferno com atuações ruins, crises e vaias. A quarta-feira, porém, foi de redenção para a dupla. No dia em que os meninos da base conquistaram a Copa São Paulo, os vovôs fizeram um gol cada e deram ao Timão a vitória por 2 a 0 sobre o Guaratinguetá, no estádio Dário Rodrigues Leite, pela seguda rodada Campeonato Paulista.

A partida no Vale do Paraíba estava guardada para Chicão. O ex-capitão, que entrou em declínio desde que se recusou a ficar no banco de reservas contra o São Paulo, no Brasileirão do ano passado, não era titular desde 6 de novembro. Ele era apenas a terceira opção de Tite para a posição. A escalação só veio depois que Paulo André foi tirado para melhorar o condicionamento físico e Wallace fraturou o nariz no último treino. Mais que isso, Liedson, autor do passe para o gol do defensor, estava impedido no início da jogada.

Alessandro também viveu dias difíceis. O lateral, hoje capitão, perdeu um grande número de partidas em 2011 por seguidas lesões e começou 2012 em baixa. Na primeira rodada, falhou no gol do Mirassol e foi muito vaiado ao ser substituído no segundo tempo. Agora, calou os críticos com um belo gol. Em passe de Danilo, ele se livrou de três marcadores antes de tocar com precisão na saída de Jaílson.

Com seis pontos em dois jogos, o Timão volta a jogar no domingo, contra o Linense, às 17h, no Pacaembu. Já o Guaratinguetá, sem nenhum ponto somado em dois jogos, enfrenta a Portuguesa, sábado, às 19h30, no Canindé.

chicão GUARATINGUETÁ X CORINTHIANS (Foto: Agência Estado)

Timão liquida o jogo no primeiro tempo

A escalação de Danilo no lugar de Willian deu mais consistência ao Corinthians. Com o meio de campo mais forte, Alex não ficou sobrecarregado, e a equipe conseguiu jogar com mais eficiência. A diminuição da velocidade, como esperado, não aconteceu. O Timão começou a partida em ritmo acelerado e pressionando. Liedson teve boa chance em chute que Jaílson defendeu.

O Corinthians só encontrou dificuldades com o congestionamento criado pelo Guaratinguetá no meio de campo. Com os “cérebros” seguidos de perto, Emerson foi obrigado a ajudar na criação, deixando Liedson um pouco isolado. As seguidas faltas sofridas irritaram os alvinegros, mas foram decisivas. Em uma delas, aos 27, saiu o gol. Leandro Castán, de cabeça, obrigou o goleiro rival a fazer grande defesa. No rebote, Liedson, impedido, tocou para Chicão apenas desviar.

O esquema 4-5-1 impediu que o Guaratinguetá reagisse. Preso entre os zagueiros, o centroavante Charles poucas vezes tocou na bola. As melhores jogadas saíram dos pés da dupla de baixinhos Nenê e Marcinho. Nada, contudo, que tirasse a tranquilidade de Julio Cesar, muito pouco acionado.

Danilo deu, aos 42, um motivo a mais para Tite mantê-lo como titular já projetando a estreia na Libertadores. O meia escapou da marcação e encontrou Alessandro na entrada da área. O lateral-direito passou por três defensores e tocou na saída do goleiro.

Segurando o ritmo
Com a vantagem e a vitória nas mãos, o Corinthians passou a administrar o placar e fazer o tempo correr. O Guaratinguetá tentou reagir com a entrada do meia-atacante Djavan no lugar do volante Daniel. Foi pouco. Ainda que com os velhos problemas em jogadas pelo alto na defesa, o Timão controlou bem o jogo. Nas poucas vezes em que levou perigo, o clube do Vale do Paraíba encontrou Julio Cesar.

Percebendo a dificuldade do Corinthians sair da defesa, Tite apostou na velocidade de Willian e Jorge Henrique nas vagas de Emerson e Danilo, respectivamente. Ramírez também ocupou o lugar de Alex, fazendo a equipe segurar por mais tempo a bola no campo ofensivo. A melhora, no entanto, não foi transformada em novas oportunidades. Liedson cansou e quase não apareceu na etapa final.

O Guaratinguetá desistiu de reagir quando Lúcio Flávio, livre na área, mandou a bola quase na bandeira de escanteio. Os minutos finais foram para o Corinthians segurar a bola no ataque. Ramírez poderia ter feito o terceiro, mas Jaílson defendeu.

Fonte: GloboEsporte


Dever de casa: Inter vence o Once Caldas por 1 a 0 e sai em vantagem

D’Alessandro deu show e armou jogada para o gol de Damião. Jogo da volta é no dia 1º de fevereiro, em Manizales

Imagine como seria iniciar o ano no próprio estádio com uma decisão diante de 40 mil torcedores ensandecidos. Acrescente isso com a disputa de Libertadores, a competição mais desejada pelos gaúchos. Foi o que aconteceu na noite desta quarta-feira no Beira-Rio, quando o Inter conseguiu se sobressair diante dos colombianos do Once Caldas e venceu a partida por 1 a 0.

Tudo isso com direito a atuação de luxo de D’Alessandro, que ainda não tem a participação garantida no jogo de volta. O argentino foi o maestro do time vermelho, criador das jogadas ofensivas e destruidor do sistema tático adversário. Leandro Damião marcou o gol da vitória.

Foram apenas os 90 minutos do primeiro duelo que irá classificar uma das equipes para a fase de grupos da competição. O segundo confronto será na próxima quarta-feira, na altitude de 2,2 mil metros de Manizales, na Colômbia.

Leandro Damião e D'Alessandro comemoram o gol contra o Once Caldas (Foto: Alexandre Lops / Divulgação Inter)

Capitão D’Ale

Era a noite de D’Alessandro. Com a braçadeira de capitão, foi o primeiro colorado a ingressar no gramado, sob coro estridente da torcida presente nas arquibancadas: “Fica, D’Alessandro”.

O gringo deu a resposta dentro de campo. Centralizado, mostrou porque o sistema tático de Dorival Júnior, o 4-2-3-1, foi construído em cima da qualidade técnica do camisa 10. Ainda no primeiro minuto, cruzou da ponta esquerda e, por detalhe, Rodrigo Moledo não conseguiu complementar. Mais do que nunca, estava a fim de jogo.

O Inter era agudo. Era como um vizinho chato que rondava a porta do gol adversário a todo instante. D’Ale dava as cartas, era o cérebro, o articulador de tudo. Com um toque por cobertura, por cima da zaga, achou Damião. Esperto, o centroavante serviu Oscar. No entanto, com o gol vivo à frente, o garoto desperdiçou a chance ao disparar por cima.

Assim como D'Alessandro, Damião também estava à vontade. Aos oito minutos, perdeu o controle da bola na área e tentou de bicicleta, para fora.

O time visitante era corajoso. Mesmo sob pressão, seguia com três atacantes, mas cedia espaços. Em uma arrancada de Pajoy, o principal jogador do time, Índio travou o colombiano com falta. Da intermediária, Cuero testou Muriel com um cartão de visitas. Bem postado, o goleiro colorado não encontrou dificuldades para defender.

O gol não demorou a surgir. Aos 11 minutos, Damião recebeu passe rasteiro primoroso de D’Alessandro, é claro. Cara a cara com Martinez, aplicou um toque sutil no canto esquerdo. Na comemoração, o centroavante goleador se atirou de costas no gramado. Estava de bem com o gol, com a torcida, com o mundo.

Bravo, o Once Caldas não estava morto. Progressivamente, avançava a marcação, tentava assustar. E conseguiu, quando Núñez bateu cruzado da meia direita. A bola foi em curva, com endereço. Mas Muriel se lançou no canto para espalmar. Na sequência, Cuero arriscou de longe, e acertou as redes pelo lado de fora.

O Inter cansava de desperdiçar chances. Aos 30, D’Alessandro recebeu na intermediária e olhou exatamente onde iria mirar: era no canto superior esquerdo. Mas com um tapa, Martinez evitou aquele que seria o segundo gol.

Mal defensivamente, o técnico Pompilio Páez tentou ajustar o sistema com o ingresso do zagueiro Alvarez na vaga do meia Henao. Dessa forma, postou o time no 3-4-3. O objetivo era o de tentar equilibrar a partida.

“Dramaticidade prevista”

Na sexta-feira, o técnico Dorival Júnior havia falado em “dramaticidade” para o duelo. O treinador previu um jogo nervoso que acabou se demonstrando na segunda etapa, quando o Once Caldas ganhou posse de bola.

Damião poderia ter garantido o placar e a vitória logo no começo da segunda etapa. Quando tinha a posse quase na pequena área, perdeu um segundo precioso para arrematar e viu a bola ser afastada.

D'Alessandro Inter x Once Caldas (Foto: Alexandre Lops / Divulgação Inter)

E aí os colombianos cresceram, pegaram confiança e partiram para cima. No entanto, encontravam sempre uma defesa bem postada e só conseguiam levar com chutes de fora da área. Foi assim com Cuero e González, em duas oportunidades.

Dorival tentou mudar a equipe ao colocar Marcos Aurélio na vaga de Dagoberto. Era um estreante no Beira-Rio por outro.

No entanto, Marcos Aurélio demorou a entrar na partida. Cometia erros bobos, assim como outros companheiros. O Inter chegou a mostrar dificuldade para sair jogando: entregava a bola de graça para o time adversário.

Em um lance, Marcos Aurélio justificou o ingresso na etapa complementar. De “gancho”, pifou Damião na área. Outra vez, no entanto, o camisa 9 demorou para concluir e perdeu ângulo.

O final da partida foi nervoso. Aos 38, Núñez arrancou suspiros da torcida ao arrematar para fora, um rebote de fora da área. O atacante colocou as mãos na cabeça, sabia que era uma das raras oportunidades. Sem força, o Once Caldas não conseguiu mais chegar com perigo.

Como saldo, o Inter viaja com a Colômbia com a vantagem de não ter sofrido gol em casa. Mas resta saber qual face colorada atuará em Manizales: o time organizado e ofensivo da primeira etapa ou a equipe nervosa do segundo tempo? Serão novos 90 minutos para definir o semestre vermelho.

Fonte: GloboEsporte


Sem o brilho da estreia, São Paulo bate o Oeste de virada em Prudente

Time de Leão exagera nos lances individuais, sai atrás no placar, mas vira, vence por 3 a 2 e lidera o torneio com 100% de aproveitamento

Desta vez não houve o futebol envolvente mostrado na goleada sobre o Botafogo, mas o São Paulo, novamente sob forte chuva, fez o suficiente para conquistar sua segunda vitória no Campeonato Paulista. De virada, o Tricolor marcou 3 a 2 no Oeste de Itápolis, em Presidente Prudente, e se manteve 100% de aproveitamento, entre os líderes da competição. Já a equipe de Estevam Soares sofreu sua segunda derrota seguida no torneio e está entre os últimos colocados, sem pontuação.

As duas equipes voltarão a campo no final de semana. No Morumbi, o São Paulo encara o São Caetano, sábado, às 17h. O Oeste, no mesmo dia e horário, buscará a reabilitação contra o Mirassol, em Itápolis.

Piris, Oeste x São Paulo (Foto: Celio Messias/Agência Estado)

Oeste abre o placar, mas Tricolor busca a virada

O primeiro tempo mostrou duas equipes com disposição, mas que foram prejudicadas pela forte chuva, que deixou o campo muito pesado e prejudicou principalmente o Tricolor, que apostava no toque rápido e na velocidade suas principais armas. Para conter o ataque rival, Estevam Soares escalou o Oeste no 3-5-2, com marcação individual sobre Cícero e Lucas no meio-campo. Já Leão repetiu a formação e o esquema da goleada sobre o Botafogo.

No início do jogo, um susto para o torcedor tricolor: Mazinho desceu pela esquerda e cruzou para Fernandinho, que bateu em cima de Denis. O São Paulo respondeu aos oito minutos, quando Luis Fabiano, em chute de pé direito, acertou a trave esquerda de Zé Carlos.

Com o passar do tempo, a postura do Oeste de jogar de igual para igual mudou, e o São Paulo, com mais capacidade técnica, começou a crescer em campo. Aos 13, Lucas cobrou falta na cabeça de Luis Fabiano, que testou firme, no canto direito do goleiro rival, que voou e fez grande defesa.

O grande problema do Tricolor era que seus jogadores, em alguns lances, abusavam do individualismo. Fernandinho, em determinada jogada, irritou novamente Luis Fabiano, assim como havia ocorrido diante do Botafogo. Lucas também errou várias tentativas.

Aos 27, quando o jogo era muito concentrado no meio-campo, o time da casa abriu o marcador: após cobrança de escanteio, Cícero falhou ao tentar afastar a bola, que sobrou para Tadeu. O atacante, emprestado pelo Palmeiras, só desviou no canto direito de Denis: 1 a 0.

A pequena torcida presente ao estádio, no entanto, nem teve tempo para comemorar já que, em dois minutos, o Tricolor virou o placar. Aos 31, após cobrança de falta de Fernandinho, Edson Silva testou e Cris, capitão do Oeste, marcou contra. No minuto seguinte, Luis Fabiano tocou para Wellington, que ganhou de seu marcador, invadiu a área e bateu com categoria na saída de Zé Carlos, marcando um belo gol, o seu segundo como atleta profissional: 2 a 1. O rival de Itápolis ainda teve uma boa chance, em chute de Mazinho, que foi bem defendido por Denis. Aos 41, erro da arbitragem, que anulou um gol de Gualberto, alegando que impedimento de Tadeu na primeira bola, o que não ocorreu.

luis fabiano oeste x são paulo (Foto: Futura Press)

São Paulo define jogo com Lucas no segundo tempo

Leão resolveu mexer no intervalo, sacando o apagado Fernandinho para colocar Maicon, um dos reforços contratados para 2012. Aos seis, o meia, em sua primeira jogada, arriscou de fora da área e a bola raspou a trave direita de Zé Carlos. Três minutos depois, o goleiro evitou gol de cabeça de Edson Silva. Do lado do Oeste, o técnico Estevam Soares fez a primeira mudança, com o meia-atacante Assizinho na vaga do volante Batista. Aos 15, o time do Interior criou a primeira chance, em chute de Tadeu de fora da área, que Denis espalmou.

Aos 16, Luis Fabiano, que sofria com a falta de criatividade da equipe e reclamava do individualismo dos companheiros, recebeu de Lucas, mas chutou em cima de Zé Carlos. Aos 23, Estevam Sores abdicou do esquema 3-5-2 e partiu para o tudou ou nada com a entrada do meia Vanderson na vaga do zagueiro Gualberto. No São Paulo, Casemiro entrou na vaga de Cícero. Logo depois, Rhodolfo, machucado, deixou o campo para a entrada de João Filipe.

Aos 31, quando o jogo começava a se tornar perigoso, o São Paulo marcou o terceiro e definiu a partida. Lucas recebeu no meio de Denilson, arrancou pelo meio, passou por dois marcadores e, da entrada da área, bateu firme, no canto direito do goleiro do Oeste, que, desta vez, não pôde fazer nada: 3 a 1. Para completar a festa da torcida, faltava o gol de Luis Fabiano. Aos 36, ele recebeu passe açucarado de Lucas e bateu cruzado. Zé Carlos fez grande defesa. Já nos descontos, após falha de Denis, Tadeu, de cabeça, marcou mais um para o Oeste. Nada que assustasse o time tricolor, que, apesar de não ter sido brilhante, fez o necessário para sair com a vitória.

Fonte: GloboEsporte


Ricardo Bueno marca, mas Verdão fica no empate com a Portuguesa

Portuguesa joga bem no início do segundo tempo e abre placar, mas contestado centroavante marca e fecha 1 a 1 pelo Paulista

A Portuguesa reviveu seus momentos de Barcelusa, mas não conseguiu vencer. O Palmeiras repetiu erros do passado, contou com um “herói” improvável, mas também não saiu com a vitória. Nesta quarta-feira, Verdão e Lusa ficaram no empate por 1 a 1, no Pacaembu, e estacionaram na tabela na segunda rodada do Campeonato Paulista. A equipe rubro-verde saiu na frente com Maylson, mas o contestado Ricardo Bueno foi o responsável por dar a igualdade ao time mandante – isso depois de um caminhão de gols perdidos.

Com o resultado, o Palmeiras chega aos quatro pontos na tabela, atrás dos líderes São Paulo, Paulista e Corinthians. Já a Lusa somou seu primeiro ponto no Paulistão.

O Verdão, bom nas bolas paradas, só conseguiu jogar bem depois que Maikon Leite entrou. O rubro-verde treinado por Jorginho teve a posse de bola no segundo tempo, abriu o placar, mas não soube resolver a partida quando necessário.

A Portuguesa volta a campo no próximo sábado, às 19h30m, no Canindé, onde recebe o Guaratinguetá. Já o Verdão enfrenta o Grêmio Catanduvense no domingo, às 17h, em Catanduva.

luan palmeiras x portuguesa (Foto: Agência Estado)

Confiança de uns, desconfiança de outros...

O chute perigoso de Luan logo aos 15 segundos de jogo deu a impressão de que o Palmeiras vinha para morder e sufocar a Lusa. No entanto, a equipe de Jorginho conseguiu neutralizar a principal arma alviverde: o meia Valdivia. O Mago foi vigiado de perto pelos volantes Léo Silva e Boquita, que se alternavam na marcação do chileno – o camisa 10 quase não pegou na bola na primeira etapa. Assim, o auxiliar técnico Flávio Murtosa teve de encontrar alternativas, e foi várias vezes até a lateral do campo para tentar acertar o posicionamento do time.

Sem Valdivia, o Verdão atacou mais pela esquerda, com Luan e Juninho fazendo boas tabelas pelo setor. Pela direita, Cicinho foi tímido. Isso porque a Portuguesa investiu por ali com Edno e Marcelo Cordeiro, além dos constantes avanços de Henrique pelo meio. O toque de bola que deu origem à Barcelusa pôde ser visto em alguns momentos do jogo. Mesmo assim, nada que levasse perigo ao goleiro Deola. Faltou poder de finalização ao atual campeão da Série B.

Os personagens do Palmeiras foram os dois jogadores mais contestados da equipe, cada um à sua maneira. Na média, Tinga e Ricardo Bueno até gozam do mesmo prestígio (ou falta dele) junto à torcida palmeirense. Mas enquanto o meia errava passes simples e sofria com as vaias, o centroavante se mostrou voluntarioso, tentou chutes de longe, exigiu boas defesas do goleiro Weverton e quase fez um golaço de bicicleta. Aplaudido desde o primeiro lance, o camisa 9 mostrou que confiança pode fazer a diferença. Mas ainda não foi o suficiente para desencantar.

E o 9 salvou!

A substituição de Tinga era algo natural para o segundo tempo, e a torcida aplaudiu com euforia a entrada de Maikon Leite na vaga do meia. Aberto pelo lado direito, Maikon era o jogador incisivo que faltava para o setor. O Palmeiras poderia alternar suas jogadas e chegar mais facilmente ao gol. A pressão da torcida ajudaria a amedrontar a Lusa. O problema é que tudo ficou no campo das teorias...

Na prática, a Lusa seguiu aproveitando a brecha deixada por Cicinho e abriu o placar logo aos 4 minutos. Perdido, o lateral-direito não conseguiu conter Marcelo Cordeiro, capitão e melhor em campo pela equipe rubro-verde. Depois do cruzamento, o estreante Maylson apareceu sozinho na pequena área, no meio de Henrique, Leandro Amaro e Deola. Ninguém conteve o meia da Portuguesa, responsável pelo 1 a 0.

O Verdão voltou a mostrar os erros do passado, principalmente dentro da área. Maikon Leite até envolveu a zaga adversária, mas não acertou o pé. Do outro lado, Luan também custou a chutar na direção do gol. E Ricardo Bueno... Bem, aquele Ricardo confiante parecia ter ficado no primeiro tempo. Ele e Valdivia, juntos, protagonizaram o gol mais perdido do Campeonato Paulista – o chileno errou o chute na pequena área, e o centroavante, a um palmo do gol, pegou a sobra e acertou a trave.

Mas quem disse que o bravo camisa 9 desistiu? Logo quando Murtosa preparava o reserva Fernandão, Ricardo Bueno tratou de colocar as coisas no lugar. Maikon Leite (sempre ele, que não pode ser suplente do Verdão) disparou pela direita e cruzou rasteiro. E aí sim Ricardo, com a calma dos bons centroavantes, só tocou e deslocou Weverton: 1 a 1, e alívio profundo para o centroavante. Afinal, o reforço e concorrente Hernán Barcos assistia a tudo das tribunas do Pacaembu.

Daniel Carvalho estreou, Assunção completou seu centésimo jogo pelo Palmeiras, e a Lusa tentou o desempate do jeito que deu. Mas a igualdade era o resultado mais justo para dois times que mostraram vontade e alguma técnica, mas que precisam de algo mais se quiserem falar em título paulista.

Fonte: GloboEsporte


25/01/2012

Com gol aos 44, Corinthians derrota Flu e é octacampeão da Copinha

Zagueiro e capitão Antônio Carlos marca duas vezes, garante a vitória por 2 a 1, de virada, e faz a festa de 37 mil torcedores no Pacaembu

Um futebol de gente grande. Os garotos do Corinthians mostraram que a bola já não é mais brincadeira e, em uma final emocionante, decidida apenas no fechar das cortinas, conquistaram pela oitava vez o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior com uma vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense. Uma vitória que veio do jeito que o corintiano está acostumado: de virada, com um gol aos 44 minutos do segundo tempo e com o estádio lotado. Mais de 37 mil pessoas estiveram no Pacaembu e viram o zagueiro e capitão, Antônio Carlos, se tornar o herói da manhã desta quarta-feira.

O confronto entre os dois maiores campeões da Copinha não poderia ser diferente: um show de bola. Os garotos gigantes pouco sentiram o calor da capital paulista e proporcionaram um duelo cheio de velocidade, dribles, belas defesas, drama e muita emoção. No fim das contas, melhor para o Timão, que, em sua 15ª final da competição, faturou seu oitavo título da Copinha, com um gol aos 43 minutos do segundo tempo.

Calor e equilíbrio

Os corintianos aproveitaram o feriado de aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo para lotar o Pacaembu e foram contemplados por um calor escaldante. Porém, em campo, o sol parecia não incomodar os jogadores. Os dois times começaram com a corda toda.

Logo de cara, o Fluminense foi mostrando à torcida alvinegra que não estava na decisão à toa. Aos quatro minutos, Marcos Junio levou a melhor em uma dividida com o zagueiro Marquinhos e obrigou o goleiro Matheus Caldeira a fazer grande defesa. A resposta foi imediata. O lateral-direito Cristiano fez boa jogada individual e disparou um foguete, exigindo Silézio salvasse a meta tricolor.

Passada a tensão inicial do jogo, o Corinthians até começou a ter mais posse de bola e apostava nas jogadas pelas pontas, mas a defesa do Flu freava as investidas com uma defesa bem postada. O time “visitante” adotou uma estratégia de recuar seus jogadores para congestionar o setor defensivo. Mas o Tricolor esteve longe de apenas se proteger. Muito pelo contrário.

Os contra-ataques do Flu deram trabalho a Matheus Caldeira. Higor, Eduardo e, sobretudo, Marco Junio chegavam bem ao ataque, sempre na base das tabelas. Na mais perigosa, aos 21 minutos, o mesmo Junio cabeceou rente à trave.

Nos minutos finais, o sol, enfim, parece ter abatido os jogadores. Os elencos não conseguiram manter o ritmo forte e, apesar das inúmeras tentativas, o placar não foi movimentado.

Gol heroico

Na volta do intervalo, o técnico Narciso ainda estava irritado com a atuação aquém do esperado do Corinthians. E a irritação aumentou mais quando a bola voltou a rolar. Logo aos quatro minutos da etapa complementar, Marcos Junio, sempre ele, fez boa jogada pela direita e cruzou para Michael. O goleiro Matheus Caldeira até teve a bola nas mãos, mas se atrapalhou e deixou a bola nos pés de Michael. O vacilo foi fatal. O jogador tricolor vazou Matheus Caldeira. Foi o primeiro gol sofrido pelo arqueiro na Copinha - o reserva Ravi também havia tomado um gol.

A desvantagem no placar assustou o Timão, que se lançou ao ataque, mas não manteve a organização nas armações de jogadas vista no primeiro tempo. O Flu, por sua vez, manteve-se perigoso. Ronan e Marco Junio sentiam-se em casa e, se não fosse pelas boas defesas de Matheus Caldeira, teriam feito o segundo do Tricolor.

Aos poucos, o Corinthians foi se recuperando do susto e conseguindo neutralizar os contra-ataques do Flu. De tanto insistir, enfim, o gol de empate veio aos 21 minutos. Começava a surgir a estrela de um zagueiro. O capitão Antônio Carlos se infiltrou na zaga tricolor e cabeceou à queima-roupa após escanteio de Matheus, sem dar chances para Silézio, para fazer o Pacaembu explodir de euforia.

A empolgação virou apreensão pouco depois. O goleiro Matheus Caldeira sentiu uma contusão, mas não quis deixar o campo. Mesmo mancando bastante, o arqueiro queria seguir à frente da meta corintiana. No entanto, a pressão tricolor era grande. Depois de Higor quase colocar o Flu novamente na dianteira, aos 31 minutos, o técnico Narciso resolveu colocar o reserva Ravi em campo.

Com medo de tomar o gol fatal no fechar das cortinas, o Tricolor começou a cozinhar a partida, tentando levar a decisão para os pênaltis. Um tiro no pé. O Corinthians partiu para o ataque e, no apagar das luzes, fez o gol do título. Coube novamente a ele. O capitão Antonio Carlos, mais uma vez de cabeça, balançou a rede e sacramentou a vitória aos 44 minutos. A torcida passou a gritas “é campeão”. Pode comemorar mesmo, corintiano, o Timão é octacampeão da Copinha.

Fonte: GloboEsporte


Andrés, sobre Adriano: 'Hoje, ele não tem mais jeito'

Ex-presidente do Corinthians assume erro ao trazer Imperador e revela como usou blefe para a construção da Arena Corinthians

Como presidente do Corinthians, Andrés Sanchez ficou conhecido, entre outras coisas, pelas suas declarações polêmicas. Atualmente é diretor de seleções da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas nem por isso deixou de lado o hábito de dizer aquilo que pensa sobre o Timão.

Em entrevista à revista GQ Brasil, o ex-mandatário alvinegro revelou ter errado na contratação de Adriano.

- Assumo riscos, né? Quem traria o Ronaldo, por exemplo, que estava há quatro meses no Flamengo? Ele veio, todo mundo desceu o pau, mas tinha medo de criticar porque o cara se reergueu várias vezes. E ele resgatou a torcida. Tem um Corinthians antes e um depois do Ronaldo. Trouxe ainda o Adriano, aí nego meteu menos o pau. Mas hoje ele não tem mais jeito, investi, mas deu errado - afirmou.

Sanchez revelou, ainda, ter usado uma estratégia comum em jogos de azar com o objetivo de conseguir uma boa opção para a construção do estádio do Corinthians.

- Um blefe meu foi quando teve um projeto de estádio e falei que não podia ser aquele porque existia um melhor. E não tinha nenhum outro, mas tive de convencer o Conselho a esperar. Esse foi o maior risco que corri. Ter um estádio na mão, não interessando se era caro ou barato, e negá-lo - disse.

Fonte: LanceNet


São Paulo enfrenta o Oeste de olho em mais uma goleada

Jogo acontece nesta quarta-feira, às 19h30. Tricolor jogará com a mesma formação da estreia, quando venceu por 4 a 0

Reformulado para 2012, o São Paulo começou bem a caminhada em busca do título. Após a goleada por 4 a 0, contra o Botafogo-SP, o Tricolor encara o Oeste nesta quarta-feira, em Presidente Prudente. A partida foi transferida para o Prudentão em decorrência da interdição do Estádio dos Amaros, em Itápolis.

O São Paulo deve ir em campo com a mesma formação da estreia do Paulistão. Rogério Ceni, com uma lesão no ombro direito, Paulo Miranda, com um edema na coxa direita, e Fabrício, com uma tendinite no tornozelo esquerdo, continuam de fora.

No último treino antes do jogo, Emerson Leão intensificou as jogadas aéreas e focou nas cobranças de falta com Lucas, Piris e Fernandinho. Edson Silva, Rhodolfo, Luis Fabiano, Cícero e Denilson ficaram responsáveis por cabecear as bolas.

Leão garantiu que conhece o adversário e já trabalha para não ser surpreendido. Para isso, o treinador confirmou que a equipe não sofrerá mudanças para o segundo jogo do Estadual.

- Uma vez que iniciou o campeonato todo mundo sabe de todo mundo. O Fernando Leão foi até Campinas assistir ao jogo. Sei os detalhes, assisti pela televisão - afirmou o treinandor durante coletiva antes de viajar com o elenco.

OESTE BUSCA PRIMEIRA VITÓRIA!

Com a derrota por 2 a 1 contra o Guarani na estreia, o Oeste busca a primeira vitória no Paulistão diante do reformulado São Paulo. Para isso, o técnico Estevam Soares terá que quebrar a cabeça para suprir os problemas da equipe, já que a defesa ainda é dúvida para o duelo.

Para o jogo desta quarta, o zagueiro Gualberto, contratado para esta temporada, deverá assumir a vaga de Éder Lima, expulso na primeira rodada. Além dele, o defensor Cris, com uma contratura na coxa direita, também pode ser desfalque. O volante Leandro Melo pode jogar improvisado na posição.

A notícia boa fica por conta do atacante Assisinho. Contratado junto ao Guarani, o jogador teve documentação regularizada e ficará à disposição do Estevam Soares.

FICHA TÉCNICA:

OESTE X SÃO PAULO

Estádio: Prudentão, Presidente Prudente (SP)
Data/hora: 25/1/2012 - 19h30
Árbitro: Marcelo Rogério
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo

OESTE: Zé Carlos; Adriano, Cris (Leandro Melo) e Gualberto; Osvaldir, Dionísio, Batista, Roger e Fernandinho; Mazinho e Tadeu. Técnico: Estevam Soares

SÃO PAULO: Denis, Piris, Edson Silva, Rhodolfo e Cortês; Wellington, Denilson, Cícero e Lucas; Fernandinho e Luis Fabiano. Técnico: Emerson Leão.


Fonte: LanceNet