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17/03/2012

No 100º jogo de Damião, Inter atropela o Juventude e faz 7 a 0

Camisa 9 marcou duas vezes, assim como o estreante Jajá Coelho. Dátolo, Oscar e Jô completaram o placar

A festa era para ser de Leandro Damião, que completou seu 100º jogo com a camisa do Inter. Ele fez sua parte, ao marcar duas vezes. Mas os companheiros quiseram participar e atropelaram o Juventude por 7 a 0 na tarde deste sábado, no Beira-Rio.

Além do camisa 9, Dátolo, Oscar, Jô e Jajá, que fez sua primeira partida pelo clube, fizeram os gols da partida. Com o resultado, a equipe mantém os 100% de aproveitamento na Taça Farroupilha – segundo turno do Gauchão – assumindo a liderança do Grupo 1.

Início com chances para os dois lados

Embalado pela goleada sobre o The Strongest no meio da semana, o Inter começou o confronto diante do Juventude atrás de mais uma vitória. Nos primeiros minutos de jogo, apenas o time de Dorival Júnior atacava. Aos seis minutos, após uma confusão na área da equipe de Caxias, a bola sobrou para Leandro Damião. O artilheiro pegou embaixo da bola e mandou por cima do gol.

O domínio territorial colorado, entretanto, durou pouco tempo. Dois minutos depois, o sistema defensivo errou. Elton tocou para trás. Índio não conseguiu pegar a bola, que sobrou para Jonatas Belusso. O atacante do Juventude arriscou, mas o lance foi para fora. O time visitante seguiu no ataque. Aos 10, o ex-colorado Elder Granja cruzou na medida para Belusso. O camisa 7 cabeceou para baixo e Muriel fez um milagre, salvando o Inter.

Damião, sempre ele

Após o perigo, os vermelhos voltaram ao ataque. Dagoberto pegou uma bola fora da área e bateu forte. Follmann fez linda defesa e mandou para escanteio. O time colorado cobrou rápido. O gandula colocou a bola na marca e Dátolo bateu na cabeça de Damião. O camisa 9 subiu mais alto que os defensores do Ju e não perdoou, abrindo o placar aos 16 minutos.

O gol não acomodou os mandantes. Aos 28 minutos, Oscar tocou para Dagoberto. O atacante adiantou, mas teve tempo para passar para Damião. O goleador cabeceou, mas Follmann ficou com a bola. O Inter insistiu. No minuto seguinte, Elton deu uma grande arrancada. O volante viu Dagoberto livre e serviu. O camisa 20 arriscou. O goleiro do Ju fez bela defesa e impediu o segundo gol.

Jogo fica aberto

Aos 37, Mithyuê girou sobre Bolatti e arrematou. A bola saiu por cima do gol de Muriel. Dois minutos depois, Oscar recuperou no meio e avançou. O meia, de canhota, arriscou, mas saiu pelo lado direito de Follmann. Aos 40, Elder Granja fez mais um cruzamento preciso na cabeça de Belusso. O atacante buscou o ângulo, mas Muriel defendeu. Quatro minutos se passaram e foi a vez de o Inter levar perigo. Após Damião perder a bola, o lance sobrou para Oscar, que soltou a bomba. Follmann, um dos nomes da partida, fez mais uma grande intervenção.

Segundo tempo

Assim como o final do primeiro tempo, a segunda etapa começou com oportunidades para os dois lados. No primeiro minuto, Nei tentou afastar. A bola caiu nos pés de Jardel, que arriscou, mandando por cima da meta de Muriel.

Dátolo amplia

Aos sete, o Inter quase ampliou. Dátolo limpou e chutou forte. Follmann, grande do nome do Juventude, salvou. No rebote, Damião tentou e o goleiro operou novo milagre. O Inter seguiu no ataque. Dois minutos depois, Nei arrancou e foi atropelado na entrada da área por Everton. Leandro Vuaden o puniu com o cartão amarelo. Dátolo foi o encarregado em cobrar. O gringo botou na área, a bola passou por todos os jogadores e morreu no fundo das redes, aos 11 do segundo tempo.

Damião, mais uma vez

Oito minutos depois, Oscar cruzou da direita. Damião dominou, girou e chutou. O centroavante contou com o desvio do adversário, que tirou Follmann de ação, marcando o terceiro gol colorado.

Juventude tenta diminuir

Aos 28, Eraldo recebeu livre na área. O atacante virou o corpo e arrematou. Com o pé, Muriel salvou. No rebote, a bola acertou a boca de Fabrício e saiu para escanteio.

Jajá marca dois na estreia

Três minutos depois, Jajá Coelho, que mal havia entrado na partida, recebeu passe de Dagoberto. O meia-atacante carregou a bola. Ao ver a saída de gol de Follmann, o estreante da tarde teve a tranquilidade de deslocar o goleiro do Juventude e marcar o quarto gol.

E o camisa 17 mostrou ter estrela. Aos 36, mandou uma bomba, acertando Oscar. Na volta, a bola voltou para o meia-atacante. O arremate novamente saiu forte, mas, desta vez, entrou.

Inter implacável

Os gols não diminuíram o ímpeto colorado. No minuto seguinte, Jô recebeu sozinho na área. O atacante não desperdiçou: 6 a 0. Mas ainda havia tempo para mais. Contundente, o Inter seguiu amaçando. Jajá passou para Oscar. O camisa 16 esperou a saída de Follmann e deu números finais ao confronto.

Fonte: GloboEsporte

11/03/2012

Ronaldinho marca, é expulso no primeiro tempo, mas Fla vence Flu

Camisa 10 faz primeiro gol em clássicos na vitória por 2 a 0 sobre time misto tricolor. Paulo Victor é destaque da partida com ótimas defesas

Ronaldinho precisou de 12 jogos para fazer um gol em clássico carioca. Neste domingo, enfim, desencantou em cobrança de pênalti. Mas o camisa 10 foi além nas “estreias” e recebeu o primeiro cartão vermelho – aos 39 da etapa inicial - em um duelo regional. Porém, mesmo com a oscilação do astro, o Flamengo resistiu à pressão do time misto do Fluminense e venceu por 2 a 0. Kleberson, que não atuava pelo Rubro-Negro desde novembro de 2011, fez o outro gol rubro-negro.

No centenário do Fla-Flu, o duelo deste domingo apresentou times desfigurados no Engenhão (pouco mais de 14.753 presentes), mas teve um grande personagem. O goleiro Paulo Victor brilhou. O rubro-negro teve ótima atuação e impediu a reação do Tricolor com mais de uma dezena de defesas arrojadas.

Após três rodadas na Taça Rio, o Flamengo pula para os seis pontos no Grupo A e está na quarta posição. O Macaé lidera com nove e o Botafogo tem sete. Por sua vez, mesmo com apenas três pontos, o Fluminense está em terceiro na chave B – o Vasco lidera.

Neste meio de semana, os rivais se dedicam à Libertadores. O Fluminense recebe o venezuelano Zamora na quarta e no dia seguinte o Flamengo joga contra o paraguaio Olimpia. Os dois jogos serão no Engenhão.

Ronaldinho para o bem e para o mal
Sem jogar pelo Flamengo desde 20 de novembro de 2010, Kleberson foi a novidade na escalação inicial de Joel Santana. O treinador também deu a primeira chance a Thomas e barrou o lateral-esquerdo Junior César – Magal o substituiu. Poupando as estrelas Deco, Thiago Neves e Fred, Abel apostou num meio-campo com três volantes - Valencia, Diguinho e Jean - e escolheu Wagner para ser o elo de ligação com a dupla de ataque Rafael Moura e Rafael Sobis.

O mistão tricolor começou melhor. Até os quatro minutos, o time incomodou Paulo Victor duas vezes. A principal em um chute de Souza dentro da grande área que o goleiro defendeu sem dar rebote.

jogadores gol Flamengo (Foto: Iivo Gonzalez / O Globo)

Os erros de passe do Flamengo se multiplicaram e impediram que a bola chegasse a Vagner Love. Até que Ronaldinho recuou e no primeiro bom passe encontrou Galhardo na área. Carleto deu o carrinho lateral, acertou a bola e o jogador adversário. O árbitro Eduardo Cordeiro assinalou pênalti. Ronaldinho, aos 20, cobrou rasteiro no canto direito e abriu o placar. Na comemoração, trenzinho com as mãos para o alto em direção à torcida rubro-negra e nenhuma represália às vaias que recebeu no jogo de quinta-feira contra o Emelec.

O Fluminense se desestruturou com o gol e tomou o segundo, aos 24. Magal cruzou da esquerda, Anderson cortou mal de cabeça, Kleberson dominou e chutou cruzado no lado direito de Diego Cavalieri.

- Fico feliz por isso. Fruto da confiança da comissão, da diretoria e minha família que me apoiaram a todo instante – disse o jogador, que correu para a torcida e vibrou freneticamente após o gol.

Paulo Victor para o Fluminense
Em desvantagem, o Tricolor arriscou chutes de longe, mas com características que atrapalhavam: fracos ou sem direção. Aos 37, Souza quebrou a regra e obrigou Paulo Victor a salta e espalmar a bola no ângulo esquerdo.

A tranquilidade do Flamengo terminou com a expulsão de Ronaldinho. O camisa 10 tinha cartão amarelo e pisou no tornozelo de Wagner aos 39 minutos. Ele saiu dizendo que o árbitro “estava de sacanagem” e recebeu xingamentos dos tricolores. Os torcedores do Fla, por sua vez, apoiaram o astro.

A pressão tricolor aumentou e Paulo Victor se destacou. Ele fez linda defesa aos 45. Souza entrou na área, bateu no canto direito e o goleiro se esticou para espalmar.

O Flamengo voltou encolhido para o segundo tempo. A primeira chance do Flu aconteceu aos cinco. Samuel, que entrou no lugar de Rafael Sobis, finalizou com a sola do pé na pequena área e Paulo Victor mergulhou para, de novo, salvar.

A pressão do Fluminense continuou, mas a zaga rival, comandada pelo chileno Marcos González, respondeu bem. O relógio correu e poucas chances foram criadas. O Flamengo tentou contragolpes com Diego Maurício e Love, que ficaram isolados no ataque. O rival recorreu a chutes de longe e bolas cruzadas na área, mas sem efeito. Todos pararam nas mãos de Paulo Victor. O goleiro terminou o jogo ovacionado pela torcida.

Fonte: GloboEsporte


Grêmio goleia o Novo Hamburgo na estreia de Luxemburgo no Olímpico

André Lima, Kleber, Souza, Fernando e Bertoglio fazem os gols do Tricolor, que fica na liderança do Grupo 2 da Taça Farroupilha

Depois de partidas pouco inspiradas, enfim, parece brotar o dedo de Luxemburgo no time do Grêmio. Acostumado a anos de apupos como adversário em duelos marcantes, o técnico estreou no Estádio Olímpico vestindo azul da melhor forma possível. Com vitória, boa atuação e goleada. Sob um calor insuportável neste domingo ensolarado, o Grêmio bateu o Novo Hamburgo, invicto há 11 jogos, e chegou à liderança do Grupo 2, com seis pontos em duas partidas na Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão. O triunfo por 5 a 0 foi construído com gols de André Lima, Kleber, Souza, Fernando e a sensação Facundo Bertoglio.

Além da boa atuação, os números também estão ao lado de Luxa. À exceção do revés nos pênaltis diante do Caxias, após empate em 1 a 1, Luxa não sabe o que é perder com o clube gaúcho, em quatro jogos. Com um ponto, o Novo Hamburgo, vice-campeão da Taça Piratini, despenca para o sexto lugar.

O Grêmio volta a campo pelo Gauchão no próximo domingo, às 16h, diante do vice-líder e melhor mandante Veranópolis, na Serra. Já o Novo Hamburgo visita o desesperado Pelotas, na Boca do Lobo, também no domingo, mas às 17h.

No ritmo do calorão, um 1 a 0 magro

Como havia sido especulado durante a semana, o mistério de Vanderlei Luxemburgo indicava mudanças na equipe. Saíram Naldo e Marquinhos, que deram lugar ao estreante Werley e ao volante Souza, voltando de lesão. Facundo Bertoglio começou no banco. O meio-campo, em losango, foi o mesmo utilizado por Roger Machado no Gre-Nal das quartas de final da Taça Piratini.

Ainda houve outra alteração, de ordem médica. André Lima substituiu Marcelo Moreno. E partiu do pé esquerdo do Guerreiro Imortal a abertura do placar. Aos cinco minutos, recebeu passe de Gabriel após jogada de pura raça de Kleber Gladiador. Coube ao camisa 99 chutar com força, cruzado: 1 a 0, numa tarde de homenagens em alusão ao Dia da Mulher, comemorado no último dia 8. Além do acesso gratuito - com um sócio ou um torcedor -, elas tomaram conta do Olímpico, com direito a locução feminina nas escalações.

andré lima gol grêmio novo hamburgo gauchão (Foto: Edu Andrade/Grêmio FBPA)A

Um dia também especial para Luxemburgo. Desde que foi contratado pelo Grêmio, só havia comandado o time fora de casa, diante de Caxias, Cerâmica e River Plate-SE. De calças jeans e camisa em estampa xadrez, com as cores azul e branco, Luxemburgo não se intimidou com o calor de mais de 35ºC à beira do campo. Deixou o reservado logo aos oito minutos, depois do gol, esbravejando com Julio Cesar por ter deixado o flanco aberto e obrigando Léo Gago a fazer falta e levar cartão amarelo.

Na casa nova, Luxa não poupou cobranças

As broncas de Luxemburgo funcionaram para manter o Grêmio ligado. Mesmo com poucas finalizações, foi dos mandantes a iniciativa do jogo num primeiro tempo em câmera lenta, embalado pelo ritmo do intenso calor. Sem assustar, o Novo Hamburgo tentou levar um pênalti, aos 19 minutos. Pedro Silva teria sido derrubado por Léo Gago. O árbitro Anderson Daronco mandou seguir. Aos 30, finalmente a dupla Mendes-Juba funcionou. Após calcanhar do primeiro, o artilheiro do Gauchão, com oito gols, testou Victor, que espalmou para escanteio. Nada que pudesse tolhir o Grêmio de sua vantagem mínima. Afinal, havia outro oponente para vigiar:

- Tem que saber dosar, o calor está muito forte. Se precisar, temos colegas qualificados no banco para entrar no segundo tempo - lembrou Gabriel.

- Está insuportável. Difícil de jogar - reclamou o incansável Kleber, na saída rumo ao vestiário.

Na sombra, o Grêmio sobra

O segundo tempo chegou com uma providencial sombra formada pelo lado direito do ataque do Grêmio, em frente às sociais. Fortificado por esse leve refresco, o time de Luxemburgo se pôs a atacar. Em seis minutos, três chutes a gol, com Marco Antonio e por duas vezes com o entusiasmado André Lima.

O Guerreito Imortal estava tão antenado, aproveitando com afinco a chance de última hora, que recuou e virou meia cerebral por alguns segundos. Assim, lançou Marco Antonio até o fundo do campo, naquela salvador nesga de sombra. O passe do camisa 11 foi certeiro para a área. Lá estava Kleber. Ali, na marca penal, o Gladiador está em casa: 2 a 0 e gol para comemorar em dobro aos oito minutos. Além de aumentar a vantagem, o atacante chegou aos oito gols, igualando Juba no topo da tabela de goleadores do Gauchão.

Aos 16 minutos, a torcida novamente explodiu. E não foi por causa de um eventual 3 a 0. Bastou Luxemburgo apontar para Facundo Bertoglio que o frisson tomou conta do estádio. Cotado para ser titular, o novo xodó gremista pisava pela primeira vez no gramado do Olímpico, no lugar de André Lima, também alvo de merecidos aplausos. A festa parecia completa.

Mas Marco Antonio, o garçom da era Luxa, novamente agraciou um colega. Sempre pela direita, na área da sombra, ergueu a bola na grande área e viu Souza subir 300 andares e demolir Eduardo Martini com um golpe de cabeça: 3 a 0. Aos 38, Bertoglio invadiu a área e não foi fominha. Rolou para Fernando, sem goleiro, mandar às redes. Três minutos depois, o argentino arriscou de longe e marcou um golaço. Em menos de 90 minutos somados, Bertoglio já tem dois gols e, o mais importante, a idolatria da torcida.

Depois de atuações pouco inspiradas, é possível dizer que a tarde quente deste domingo reservou, na verdade, duas estreias. Além de Luxemburgo debutar no Olímpico, o seu próprio time finalmente empolgou. A goleada foi pelo Gauchão, sim, mas, para quem pretende recolocar o Grêmio nos trilhos das conquistas nacionais, já é um bom começo.

Fonte: GloboEsporte


Juninho dá fim a silêncio na Colina e lidera vitória sobre o Madureira

Ídolo é destaque de time misto que conquista vitória por 3 a 0 no dia que torcida é proibida de entrar com instrumentos em estádio cruz-maltino

Era um clima diferente em São Januário. O Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) proibiu a entrada de instrumentos e faixas, alegando que as torcidas não enviaram ofício prévio pedindo autorização. Além disso, o baixo nível técnico da partida e a presença de poucos torcedores (menos de 5 mil no total) contribuíram para que o estádio ficasse quase em silêncio. Mas nada como um ídolo para tirar o Vasco do marasmo e comandar a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, neste domingo, em São Januário, pela terceira rodada da Taça Rio. Autor das poucas boas jogadas e do primeiro gol cruz-maltino, Juninho foi fundamental para que a equipe confirmasse a liderança isolada do Grupo B, agora com sete pontos. Ele também recebeu aplausos de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, que assistiu à partida das tribunas.

Juninho Pernambucano Vasco x Madureira (Foto: Marcelo Sadio / Flickr do Vasco)

O próximo compromisso do Vasco no Campeonato Carioca será o clássico contra o Botafogo, no próximo domingo, no Engenhão. Antes, nesta quarta-feira, a equipe enfrenta o Libertad, pela Libertadores, no Paraguai, para onde viaja nesta segunda. Já o Madureira volta a campo domingo contra o Bangu, em Conselheiro Galvão.

Primeiro tempo sem emoções

O ambiente de São Januário não era convidativo ao bom futebol. E isso se refletiu em campo no primeiro tempo, marcado por muitos erros de passe e péssimo nível técnico. Mesmo com muitos jovens do Vasco em campo, foi Juninho Pernambucano, de 37 anos, quem mais se movimentou. Saíram dos pés do capitão as poucas jogadas de gol da equipe nos primeiros 45 minutos.

Aos dez minutos, Juninho Pernambucano acertou boa enfiada de bola para Diego Souza. Pouco depois, cobrou escanteio na cabeça do camisa 10. Mas essas duas e todas as outras tentativas do Vasco no primeiro do tempo não foram na direção do gol. Irritada, a torcida chegou a vaiar Fellipe Bastos e mostrou impaciência com Eduardo Costa.

O Madureira tampouco mostrou competência em suas jogadas ofensivas, embora a desorganização do Vasco fosse um convite às investidas. No entanto, a equipe aos poucos reduziu seu ímpeto até chegar ao intervalo mostrando-se satisfeito com o empate sem gols.

Juninho comanda vitória

O Vasco voltou para o segundo tempo com Abelairas no lugar de Chaparro e sem mudanças na prática. O jogador teve participação discreta, sem arriscar muitas jogadas e dando preferência aos passes curtos. O clima em São Januário permaneceu morno, mas foi necessário o talento solitário do ídolo para fazer o estádio sair do silêncio. Aos dez minutos, Juninho teve duas chances consecutivas defendidas pelo goleiro Cléber. Mas mostrando uma motivação muito maior que a de seus companheiros, o Reizinho abriu o placar em grande estilo. Ele tocou a bola com o peito para Dieyson e correu para dentro da área. Max foi à linha de fundo e cruzou na medida para o capitão, que tocou de cabeça para fazer 1 a 0, aos 14 minutos.

O placar favorável acordou a torcida, que passou a cantar e apoiar a equipe. Em campo, o Vasco mostrou-se mais efetivo e finalmente começou a criar boas jogadas. Assim, diante da fragilidade do Madureira, o segundo gol não demorou a sair. Aos 21 minutos, o então criticado Fellipe Bastos se redimiu marcando o seu. Ele roubou a bola de Caio César na intermediária e chutou no canto direito de Cléber, fazendo 2 a 0. Normalmente adepto das dancinhas, preferiu chupar o dedo e repetir o gesto de Bebeto na Copa de 1994 para homenagear a filha recém-nascida Giovanna.

Já com a vitória praticamente confirmada, o Vasco diminuiu o ritmo. O Madureira ainda tentava diminuir a desvantagem, mas esbarrava nas boas defesas de Fernando Prass. Aos 35 minutos, Juninho novamente provocou euforia em São Januário ao deixar o campo para a entrada de Diego Rosa. O camisa 8 foi ovacionado e chegou a fazer um movimento de reverência à torcida, que cantava seu nome, pouco antes de entrar no vestiário.

Aos 41 minutos, o Vasco ainda fez o terceiro, numa bela jogada de muitos toques. Ela foi finalizada por Allan, que substituiu Jonathan e ainda cortou um adversário antes de chutar para a rede.

Fonte: GloboEsporte

Com a arte de Montillo, Cruzeiro vence o Villa por 2 a 0 e sobe na tabela

No primeiro tempo, o argentino deu um passe magistral para Walter marcar.
No segundo, recebeu de Wallyson, driblou o zagueiro e marcou um golaço

O Cruzeiro não fez uma partida brilhante, mas venceu o Villa Nova, por 2 a 0, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e confirmou a vice-liderança da competição, com 15 pontos ganhos. O atacante Walter fez o primeiro gol com a camisa celestes, e Montillo, o diferencial do jogo, ampliou o placar.

Walter gol Cruzeiro (Foto: Pedro Vilela / Futura Press)

O argentino deu o passe para o primeiro gol celeste, um toque genial, por entre a zaga do Villa Nova. No segundo antes de bater, driblou o zagueiro Carciano e tocou no canto direito. Um golaço. Foi o terceiro gol de Montillo no Campeonato Mineiro. O pequeno público - 3.561 pessoas pagaram ingresso - viu mais um grande espetáculo proporcionado por Montillo.

Com três atacantes no início do jogo, o técnico Vágner Mancini foi salvo pela contusão de Anselmo Ramon, que deixou o campo com dores na cabeça, após choque com zagueiro. A entrada de Rudnei no meio-campo acertou o time, que correu risco de sair atrás no placar em dois lances de perigo do Villa Nova.

Com o resultado, o Cruzeiro voltou a ser o segundo colocado na tabela, atrás apenas do Atlético-MG, que tem 18. Com a mesma pontuação do América-MG, o time celeste está na frente pelos critérios de desempate. Já o Villa Nova, com sete pontos, caiu para a sexta posição.

O Cruzeiro voltará a campo no próximo domingo, quando enfrentará a Caldense no Ronaldão, em Poços de Caldas, às 16h (de Brasília). Já o Villa Nova pegará o Atlético-MG, no Castor Cifuentes, em Nova Lima, no dia anterior, no mesmo horário.

Só no fim

Além de ter perdido Diego Renan, Marcelo Oliveira e Wellington Paulista, todos por suspensão, o técnico Vágner Mancini não contou, na de última hora, com a presença do meia Roger. O jogador alegou incômodo na panturrilha direita e foi cortado. Com isso, o treinador colocou a Raposa no ataque, com três atacantes, e o jovem Élber ganhou a chance no banco de reservas. Leandro Guerreio, Everton e Montillo, este último que era dúvida por conta de dores no púbis, compuseram o meio-campo.

O Villa Nova estreou o técnico Mauro Fernandes e começou levando perigo ao gol celeste. Eliandro ganhou de Victorino na corrida e tocou em cima do goleiro Fábio, quase abrindo o placar na Arena do Jacaré. O lateral Gilson, que não vinha sendo aproveitado nem na reserva, começou como titular e quase complicou para a Raposa. Ele recuou errado e o atacante Eliandro invadiu a área e tocou para Alex Santos, sem goleiro, chutar por cima. Digno de vestir a camisa do Inacreditável Futebol Clube.

A primeira chegada ao ataque do Cruzeiro foi aos 16 minutos, em uma cabeçada fraca de Anselmo Ramon, que o goleiro Elisson defendeu facilmente. Poucos minutos depois, foi a vez de Everton experimentar o goleiro, ao chutar no ângulo, de fora da área. Porém, o camisa 1 do Villa mostrou estar atento e mandou a escanteio.

O esquema com três atacantes do Cruzeiro caiu por terra aos 25 minutos, quando Anselmo Ramon foi substituído pelo volante Rudnei. O atacante reclamou de dores na cabeça, após se chocar com o zagueiro Álvaro.

O Cruzeiro jogava mal, mas quem tem Montillo pode esperar emoção a qualquer minuto. E foi em um passe primoroso do argentino que Walter desencantou e marcou o primeiro gol com a camisa celeste. Ele recebeu sem marcação, dominou e escolheu o canto para abrir o placar aos 38 minutos.

Montillo espetacular

O primeiro tempo terminou como começou o segundo tempo, com o Cruzeiro com maior posse de bola, e o Villa Nova tentando se aproveitar dos erros da Raposa. Mauro Fernandes optou por colocar Thiaguinho, ex-Cruzeiro, para dar mais velocidade no ataque.

O jogador do Leão do Bonfim mostrou ímpeto logo no início da etapa e levou perigo à defesa celeste. Em uma delas, chutou por cima de dentro da área e quase empatou o jogo. Mas, aos poucos, o time villanovense perdeu fôlego e foi facilmente marcado pela defesa azul.

O jogo ficou aberto, com as duas equipes no ataque. O Villa, em busca do empate, e a Raposa querendo matar a partida o quanto antes. E quase conseguiu com o jovem Élber e Wallyson, que chutaram em cima de Elisson as duas tentativas.

Mas quando a bola cai no pé de Montillo não tem jeito. Aos 30 minutos, o meia recebeu na área, driblou o marcador e chutou sem chances para Elisson. Foi o terceiro do argentino na temporada e no Estadual.

O atacante Walter, que já havia recebido cartão amarelo por conta de uma falta, colocou a mão na bola após cruzamento e foi expulso. O jogador deixou o campo aplaudido pela torcida. Com um a menos, o Cruzeiro levou pressão, mas garantiu a vantagem no placar.

Fonte: GloboEsporte

Após 43 dias, Luis Fabiano marca, e São Paulo derrota a Lusa no Morumbi

Camisa 9 recebeu passe de Jadson e, em chute de pé esquerdo, fez a festa do torcedor. Tricolor subiu para o terceiro lugar na tabela do Paulistão

Ele estava pressionado. Primeiro, pela lesão muscular sofrida no dia 28 de janeiro, que o deixou cinco semanas em tratamento no Reffis. Depois, pelo excelente desempenho do seu reserva, Willian José que, durante o período no time titular marcou nove gols. Mas Luis Fabiano fez as pazes com as redes neste domingo. Em jogo complicado e debaixo de muita chuva contra a Portuguesa, o Fabuloso marcou no segundo tempo e garantiu a vitória por 2 a 1, em duelo disputado no estádio do Morumbi.

Com o resultado, o time comandado por Emerson Leão aproveitou o tropeço do Santos, que perdeu para o Mogi Mirim no sábado e subiu para a terceira colocação, com 28 pontos, dois a menos que o líder Corinthians. Já a equipe do Canindé, que vê a classificação para o G-8 cada vez mais distante, sofreu sua quinta derrota em 13 jogos e segue na 14ª posição, com 14 pontos.

Os dois times voltarão a campo no meio de semana, só que pela Copa do Brasil. O São Paulo, que venceu o jogo de ida por 1 a 0, receberá a visita do Independente-PA, às 19h30m, no estádio do Morumbi, precisando apenas de um empate para se classificar. A Lusa, também como mandante, enfrentará o Cuiabá, no Canindé, podendo empatar sem gols, já que na ida, houve uma igualdade por 1 a 1. No fim de semana, pelo Campeonato Paulista, os rivais serão o Santos, no Morumbi, e o Oeste, em Itápolis, respectivamente.

Primeiro tempo fraco, com a Lusa um pouco mais organizada no Morumbi

No São Paulo, a novidade foi o retorno de Jadson, que havia sido barrado da viagem para Belém, onde o time enfrentou o Independente-PA, para aprimorar sua forma física. Na zaga, Edson Silva ganhou chance na vaga de Paulo Miranda, suspenso. Na Lusa, que jogou na quinta-feira em Cuiabá, pela Copa do Brasil, o técnico Jorginho foi obrigado a mexer na equipe por uma questão física. Quatro atletas que atuaram no meio de semana não começaram no Morumbi: Léo Silva, Maylson, Diego Souza e Vandinho, que foram substituídos por Guilherme, Boquita, Henrique e Ananias. Na lateral, Luis Ricardo, também suspenso, deu vaga ao garoto Ivan.

Quando a bola rolou, quem coordenou as ações foi a Portuguesa. O segredo disso foi a maior força do meio-campo. A Lusa tinha três homens de marcação, contra dois do Tricolor, sendo que Casemiro não é um exímio combatente no setor. Com isso, ora Guilherme, ora Boquita, sobravam soltos e, com isso, subiam ao ataque. A Lusa concentrou seu jogo pelo lado esquerdo, onde Ananias jogava nas costas de Piris.

Luis Fabiano quebrou o jejum de gols diante da Portuguesa (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

No Tricolor, por sua vez, Jadson seguiu sem dar criatividade ao meio-campo. Lucas, bem aberto pela direita, e Cortez, vigiado pela esquerda, não apareciam no jogo. O garoto, após a polêmica da semana, quando foi criticado pelo excesso de individualismo, não tentou a jogada individual uma única vez. Com isso, a bola não chegava a Luis Fabiano que, a cada lance perdido, deixava clara a sua irritação.

A Lusa assustou em chutes de Boquita e Guilherme, que foram bem defendidos por Denis. Do lado tricolor, perigo só nos apenas no cinco minutos finais. Aos 40, Lucas bateu cruzado de fora da área e Weverton defendeu. No minuto seguinte, Jadson deu passe açucarado para Luis Fabiano, que invadiu a área e, ao chutar de pé esquerdo, bateu em cima do goleiro da Lusa.

Debaixo de muita chuva, Jadson cresce, Fabuloso marca e decide a partida

Irritado com o desempenho do time, Emerson Leão mexeu no intervalo. Ele sacou Casemiro, que não marcou bem e também não ajudou na criação, e partiu para um time mais ofensivo, com a entrada de Fernandinho. Com isso, Cícero foi recuado para a função de segundo volante e o time passou a ter um armador e três homens de frente. A Lusa voltou sem novidades e, com três minutos, abriu o marcador com Ricardo Jesus, que aproveitou cruzamento de Ananias da esquerda e, nas costas de Edson Silva, testou no canto direito de Denis: 1 a 0 justo no placar.

O time do Canindé, no entanto, mal teve tempo para comemorar. Dois minutos depois, Jadson recebeu de Denilson na entrada da área e, de pé direito, bateu rasteiro, no canto direito de Weverton: 1 a 1 e segundo gol do camisa 10 na temporada. O gol de empate fez bem ao São Paulo, que passou a ser mais perigoso, embora defensivamente continuasse com um sério problema de marcação pelo setor direito, onde Ananias fazia o que queria com Piris. Aos 21, Luis Fabiano recebeu de Jadson e bateu cruzado, à direita do gol luso, com muito perigo.

Cortez bloqueado pela marcação de Ivan, da Portuguesa (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

Preocupado com o crescimento são-paulino, Jorginho mexeu na Lusa, colocando novo gás no meio-campo, com a entrada de Diego Souza na vaga de Henrique. No São Paulo, Leão colocou o volante improvisado Rodrigo Caio na vaga de Piris, que não acertava nada que tentava e ainda marcava mal. Aos 27, ocorreu o que grande parte dos 16.021 pagantes esperava: Luis Fabiano recebeu de Jadson, cortou a marcação e, de pé esquerdo, bateu no canto direito de Weverton, que foi traído por um desvio no pé direito de Renato: 2 a 1 e festa para o Fabuloso.

Daí para frente, o São Paulo passou a jogar como mais gosta, com espaço para contra-atacar. Jorginho colocou o atacante Rodriguinho na vaga do meio-campista Boquita. O Tricolor passou a criar chances na sequência. Fernandinho exigiu grande defesa de Weverton. Osvaldo, em chute rasteiro também desperdiçou boa chance. A Lusa voltou a levar perigo aos 40, em chute cruzado de Diego Souza. Apesar do esforço do time do Canindé, o Tricolor segurou a vantagem até o fim.

Fonte: GloboEsporte

Verdão goleia o Botafogo sem sustos e assume a vice-liderança do Paulista

Dupla de gringos, Valdivia e Barcos trazem magia ao ataque e Palmeiras vence o Pantera, fora, por 6 a 2. Fim de jogo eletrizante levanta a torcida

Com Valdivia em campo, a torcida do Palmeiras sempre espera por um lance diferenciado, uma jogada de craque. Neste domingo, diante do Botafogo, no Santa Cruz, o Mago começou como titular. E, finalmente, trouxe a magia de volta ao Verdão. Na vitória tranqüila por 6 a 2, Valdivia participou do primeiro gol e ainda deu linda assistência para o outro candidato a ídolo do elenco, Hernán Barcos, marcar o terceiro - ainda marcou o sexto, de pênalti. De quebra, a dupla de gringos devolveu a vice-liderança do Paulistão ao Verdão.

O Palmeiras construiu com segurança a vitória e, encorpado, teve ótima atuação – Maikon Leite, Ricardo Bueno e Juninho também marcaram. O Palmeiras chega assim aos 29 pontos ganhos e está somente um atrás do líder Corinthians. Motivos de sobra para o técnico Luiz Felipe Scolari comemorar: além de isolar-se como o segundo técnico que mais dirigiu o Verdão na história, chegou ao 18º jogo de invencibilidade. A tranqüilidade era tanta que deu até para ceder aos pedidos da torcida. Diante de quase 18 mil torcedores, testou o time com dois armadores em campo por dez minutos.

O Botafogo, que com o técnico Vagner Benazzi comemorava a saída da zona do rebaixamento na última rodada, segue com somente nove pontos ganhos e volta ao grupo dos quatro últimos. O experiente Alessandro de cabeça, sem ângulo, e Marco Aurélio descontaram já no fim da partida.

O Verdão volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Coruripe-AL, às 22h, em Maceió, na estreia da Copa do Brasil. Pelo Paulistão, o Alviverde enfrenta a Ponte Preta, às 18h30m de sábado, no Pacaembu. O Botafogo só joga no próximo domingo, às 18h30m, contra o Bragantino, no Nabi Abi Chedid.

Domínio e vantagem do Verdão

O primeiro tempo de Botafogo x Palmeiras pode muito bem ser definido como um duelo entre Verdão e o goleiro Juninho. Muito perigoso nos ataques, o Alviverde fez bom proveito dos buracos na defesa botafoguense e só não matou o jogo por capricho em excesso dos atacante e pelos bons reflexos do goleiro do Pantera. Maikon Leite, muito rápido, ficava com todos os rebotes perto da área e foi o primeiro a assustar: em rebote de Assunção, mandou à queima roupa e Juninho operou o primeiro milagre.

Bem marcado, Valdivia era acompanhado de perto por Daniel Paulista e apanhava bastante. Assim, coube a Márcio Araújo se arriscar como homem-surpresa no meio-campo. Em boa arrancada, o volante passou para Barcos, que se livrou de três marcadores e parou no goleiro do Botafogo –o segundo milagre. O argentino, inclusive, exagerou ao tentar deixar um gol de placa em Ribeirão e perdeu grande chance minutos depois. Após receber linda bola de Maikon Leite, sozinho, tirou o goleiro mas demorou a definir – a zaga se recompôs e cortou.

Era questão de tempo: os problemas de marcação do Botafogo sobrecarregavam a defesa e, uma hora ou outra, Juninho não iria segurar. E esse “tempo” chegou aos 23 minutos. Marcos Assunção cruzou da direita, o Mago cabeceou e o zagueiro Marquinhos tentou tirar. Só tentou: acabou enganando o goleiro e a bola morreu no fundo da rede. De cara para o árbitro, inclusive, João Vitor foi derrubado na área pelo mesmo zagueiro e o juiz, errôneamente, mandou seguir.

Atrás no placar, o Botafogo resolveu atacar e chegou a criar boas chances. Ainda assim, só criar, já que pecaram no último lance e Deola pouco trabalhou. Aos 36, em mais um ataque desordenado, o Pantera acabou dando chance para o Verdão no contra-ataque. O lateral-esquerdo Juninho deu lançamento perfeito para Maikon Leite, que recebeu em velocidade e deu drible desconcertante em Marco Aurélio – que ficou no chão. Sozinho, o camisa 7 teve calma e chutou forte, no alto, para ampliar o placar. Com segurança e justiça, 2 a 0 para o Verdão.

Goleada tranquila e dupla de armadores em campo

A segunda etapa começou com ímpeto do time da casa. O Botafogo ciscou perto da área alviverde, mas, novamente, pouco assustou. E se a ansiedade seguia atrapalhando a equipe de Ribeirão, Barcos aprendeu a lição da primeira etapa – fazer o simples para fazer o gol. Logo aos 9 minutos, o Palmeiras chegou ao terceiro em boa jogada coletiva da equipe. Márcio Araújo tocou para Valdivia, que driblou a zaga e só empurrou para o argentino – Barcos mandou para o gol e saiu para o abraço.

Se já estava fácil no 11 contra 11, o zagueiro Marquinhos decidiu “coroar” a péssima atuação e facilitou ainda mais a vida alviverde. O botafoguense cometeu falta dura em Barcos e, com o segundo amarelo, acabou expulso. Assim, Felipão ouviu os pedidos da torcida: com Daniel Carvalho no lugar de Maikon Leite, testou o desempenho da equipe com dois armadores em campo. No entanto, satisfeito, o Palmeiras tirou o pé do acelerador e a dupla Valdivia-Daniel teve poucas chances de mostrar sua força ofensiva – ficou somente dez minutos em campo.

E, como de costume, a postura defensiva da equipe foi punida. Em cruzamento despretensioso da esquerda, aos 32, o lateral Alessandro ganhou da marcação quase sem ângulo e tirou de Deola. Nada que assustasse: três minutos depois, Daniel Carvalho levantou na área e Ricardo Bueno cabeceou para marcar o quarto. Daí em diante, com as duas equipes cansadas, o fim de jogo lembrou uma pelada.

Mesmo com um jogador a mais, a zaga alviverde vacilou e deixou o Botafogo triangular no campo de ataque. Marco Aurélio aproveitou a falha e marcou aos 42 o segundo gol do Botafogo. Só assim, apanhando, para acordar o Verdão. Daniel Carvalho fez boa jogada, aproveitou a avenida pela esquerda e chutou. No rebote, Juninho encontrou a rede e marcou o quinto. Só não fehcou a goleada, graças ao descontrole do goleiro Juninho.

Já nos acréscimos, ele deu pontapé no lateral-esquerdo do Verdão, foi expulso, apagando a boa atuação da primeira etapa. Assim, Alessandro vestiu as luvas e, mais uma vez, chamou a responsabilidade. Só nem saiu na foto... Barcos bateu firme no canto direito e fechou a goleada.

Fonte: GloboEsporte

Grêmio recebe o Novo Hamburgo no Olímpico

Tricolor pode ter quatro novidades em sua equipe titular para enfrentar o vice-campeão da Taça Piratini

Um "novo" Grêmio pode receber o Novo Hamburgo neste domingo, às 16h, no Olímpico, em jogo válido pela segunda rodada da Taça Farroupilha, o segundo turno do Campeonato Gaúcho, e pelo Grupo 2 da competição.

Após o treino desta sexta-feira, o técnico Vanderlei Luxemburgo revelou que só definirá a equipe titular para o duelo contra o vice-campeão da Taça Piratini neste sábado. O mistério de Luxa pode indicar que mudanças estão por vir no Tricolor.

Luxemburgo não critica abertamente os seus comandados, mas o setor defensivo pode ter mudanças, já que falhou muito contra o River Plate (SE), na última quarta-feira. O lateral-direito Gabriel e o zagueiro Naldo estão cotados para deixarem o time titular. Pará e Werley, jogadores da confiança do treinador, podem substituí-los neste domingo.

Outras duas mudanças podem ser promovidas por Luxa. O volante Souza, recuperado de lesão, e o argentino Bertoglio podem ingressar no time titular nas vagas de Léo Gago e Marquinhos, respectivamente.

A grande esperança do Grêmio diante do Nóia está no ataque. Se Marcelo Moreno ainda não deslanchou, o mesmo não pode se dizer do seu companheiro de ataque. Kleber Gladiador já marcou sete gols no Gauchão - é um dos vice-artilheiros ao lado de Zulu (Juventude) e Lê (Veranópolis) - e deixou a sua marca contra o River Plate.

NÓIA REFORÇADO

Vice-campeão da Taça Piratini, o primeiro turno do Campeonato Gaúcho, o Novo Hamburgo vem reforçado para o duelo contra o Grêmio. Além de não ter perdido nenhum jogador por suspensão ou lesão no empate com o Cruzeiro-RS, no domingo passada, o técnico Itamar Shulle ainda terá os retornos dos zagueiros André Paulino, que cumpria suspensão automática, e Amarildo, que estava lesionado.

A tendência é por um Nóia com três zagueiros diante do Tricolor Gaúcho, assim como aconteceu na decisão do primeiro turno do Gauchão, diante do Caxias. André Paulino voltaria ao time titular na vaga do volante Zaquel. O grande destaque do Novo Hamburgo está no ataque. Juba é o artilheiro do Gauchão com oito gols e tem deixado para trás até o rival deste domingo, Kleber.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO X NOVO HAMBURGO

Local: Olímpico, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 11/3/2012 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Júlio Cesar Rodrigues dos Santos (RS) Maurício Coelho Silva Penna (RS)

GRÊMIO: Victor, Pará, Gilberto Silva, Werley e Julio Cesar; Fernando, Souza, Marco Antônio e Bertoglio; Kleber e Marcelo Moreno – Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

NOVO HAMBURGO: Eduardo Martini, Alexandre, Luis Henrique e André Paulino; Pedro Silva, Márcio Hahn, Chicão, Clayton e Marlon; Juba e Mendes – Técnico: Itamar Shulle.


Fonte: Lancenet


São Paulo e Portuguesa enfrentam desconfiança no Morumbi

Após a vitória na estreia da Copa do Brasil diante do Independente (PA), Tricolor volta as atenções para o Paulistão Chevrolet

São Paulo e Portuguesa se enfrentam no próximo domingo, no Morumbi, pela 13ª rodada do Paulistão Chevrolet. O Tricolor, quarto colocado com 25 pontos, vai em busca da vitória para se aproximar do líder Corinthians, que tem 29. A Lusa, em 13º com 14 pontos, busca uma reaproximação do G8.

Para o confronto, o técnico Emerson Leão não poderá contar com o zagueiro Paulo Miranda, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Em seu lugar deve entrar Edson Silva, que iniciou o Paulistão Chevrolet como titular.

Com a nova chance dada pelo treinador, o camisa 14 buscará agarrar a oportunidade e se firmar de vez entre os titulares.

- Claro que o jogador tem que ter sequência de partidas para pegar o melhor entrosamento. A opção do treinador foi o Paulo. Agora, neste jogo, vai ser hora de entrar e mostrar o meu potencial. Vou lutar e ficar todo o jogo para me firmar na equipe - disse o defensor, que já disputou cinco jogos e ainda não perdeu com a camisa do São Paulo.

Ainda sobre a defesa, se o Tricolor não levar gols no duelo deste domingo, a equipe baterá o recorde de jogos consecutivos sem ser vazada na temporada. Já são três partidas seguidas sem sofrer nenhum tento, recorde desde que Leão reassumiu a equipe em outubro do ano passado.

A única mudança que Leão pode vir a realizar no time, além da zaga, é a saída de Jadson da equipe. O jogador passou a semana trabalhando no CT para reaprimorar a parte física e ainda é dúvida para a partida.

- Ainda não tenho certeza da volta de Jadson ou de qualquer outro jogador. Vou definir o time apenas no treino de amanhã - declarou o comandante na manhã desta sexta-feira.

Na vaga do camisa 10 podem entrar ou o atacante Fernandinho ou o meia Maicon. Os dois vem sendo bastante utilizados por Leão durante o estadual.

Lusa quer reencontro com a vitória

A equipe da Portuguesa já está a quatro jogos sem vencer pelo Paulistão Chevrolet. A última vitória da Lusa foi contra o XV de Piracicaba, por 1 a 0, no Canindé, ainda pela sétima rodada do campeonato.

Além do jejum de vitórias, a Portuguesa tentará quebrar outro tabu no clássico de domingo. Desde a primeira rodada do Campeonato Paulista de 2010 que a Lusa não vence clássicos em partidas oficiais. O último êxito foi contra o próprio São Paulo em 17 de Janeiro do mesmo ano, por 3 a 1, de virada, também no Morumbi .

A Lusa até chegou a vencer o Corinthians no início dessa temporada. O triunfo aconteceu no chamado "Jogo dos Campeões", realizado no estádio do Pacaembu, porém a partida não teve caráter oficial.

No último jogo, na partida de ida da primeira fase da Copa do Brasil, a Portuguesa empatou em 1 a 1 com o Cuiabá, fora de casa e espera contra o Tricolor retomar a confiança para se reaproximar da zona de classificação para a próxima fase.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO X PORTUGUESA

Local: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 11/3/2012 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP)
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Mauro André de Freitas (SP)

SÃO PAULO: Denis, Piris, Rhodolfo, Edson Silva e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson (Maicon/Fernandinho); Lucas e Luis Fabiano. Técnico: Emerson Leão.

PORTUGUESA: Weverton, Luis Ricardo, Renato, Rogério e Marcelo Cordeiro; Léo Silva, Guilherme, Henrique e Diego Souza; Ananias e Ricardo Jesus. Técnico: Jorginho.


Fonte: GloboEsporte

Com foco na Libertadores, Vasco recebe Madureira

Técnico Cristovão Borges optou por time misto, enquanto Tricolor suburbano vai com força total

Pela terceira rodada da Taça Rio, o Vasco receberá o Madureira, neste domingo, em São Januário. Pensando na Libertadores, a equipe cruz-maltina levará a campo um time com apenas três titulares. Já pelo lado do Tricolor Suburbano, o técnico Gabriel Vieira promete ir com força total.

Cristovão Borges optou por utilizar a equipe quase que em sua totalidade formada por jogadores reservas visando o jogo contra o Libertad (PAR), quarta-feira, fora de casa, pela Copa Santander Libertadores. Apenas o goleiro Fernando Prass, os volantes Eduardo Costa e Juninho e o meia Diego Souza serão utilizados. O elenco cruz-maltino embarca para o desafio na competição continental já na segunda-feira pela manhã.

- A nossa prioridade é a Libertadores. Mesmo assim, mesmo atuando com o time misto, temos que ganhar. Cobrar sempre a força máxima para vencer - disse o treinador, que ainda explicou:

- O Allan treinou hoje (sexta-feira) e vem se recuperando da lesão. Vamos ver como reage amanhã (sábado) no rachão. O Diego Souza treinou e vai para o jogo. Já a utilização da dupla de zaga reserva é um indício para a Libertadores, sim.

O meia Felipe, por sua vez, apesar do foco na Libertadores, quer que o time conquiste os três pontos na busca do título da Taça Rio e lembra o fato de o time atuar em casa.

- Pela tabela, nós precisamos ganhar. Não ganhamos a Taça Guanabara e agora temos que correr atrás. Mas já estamos pensando na Libertadores, vamos atrás de pontos fora de casa. Mas sempre respeitando o Madureira. É uma partida de suma importância para somar pontos, já que jogamos em casa.

Pelo lado do Madureira, a equipe vai com força máxima. O técnico Gabriel Vieira sabe da dificuldade da partida, mas garante que a equipe vai em busca dos pontos dentro de São Januário.

- Prevejo um jogo difícil, mas vamos atuar pensando nos três pontos. Tentaremos surpreendê-los na casa deles. O Vasco tem uma equipe qualificada e temos que ter uma preocupação de uma forma geral, pois eles têm um bom elenco e um ótimo treinador

O treinador mostrou saber como a equipe cruz-maltina trabalha e treinou durante toda a semana para anular os pontos positivos dos comandados de Cristovão Borges:

- Usamos toda a semana para trabalhar o emocional do grupo e também a parte tática para neutralizar as jogadas de ataque deles. A vitória sobre o Americano, no último minuto, encheu o grupo de motivação. Agora, chegou a hora de usarmos toda esta vontade com inteligência durante o jogo para vencermos mais esse desafio.

FICHA TÉCNICA
VASCO X MADUREIRA

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 11/3/2012 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Patrhice Maia (RJ)
Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ) e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ)

VASCO: Fernando Prass, Max, Douglas, Renato e Dieyson; Eduardo Costa, Fellipe Bastos, Juninho e Chaparro; Diego Souza e Jonathan. Técnico: Cristovão Borges

MADUREIRA: Cléber, Wellington Junior, Zé Carlos, Thiago e Paulo Vitor; Gílson, Caio Cezar, Rodrigo e Leandro Cruz; Maciel e Dinei. Técnico: Gabriel Vieira

Fonte: LanceNet


Palmeiras visita o Botafogo tentando seguir invicto no Paulistão

Verdão não perdeu ainda na competição e deve ter volta de Valdivia. Botinha quer afastar o perigo do descenso

Nenhuma derrota em 12 jogos disputados no Paulistão. É com essa campanha, e tentando manter a invencibilidade na competição, que o Palmeiras enfrentará o Botafogo neste domingo, às 16h, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

A principal novidade na partida deverá ser o retorno do meia Valdivia ao time titular. A última vez que ele começou um jogo foi no clássico contra o Santos, no início de fevereiro, quando sofreu uma lesão na coxa direita que o afastou por quase um mês.

O Mago retornou ao time contra o São Caetano, no último domingo, e atuou por 45 minutos. No treinamento desta sexta, foi titular no trabalho de bolas aéreas. Outro indício da escalação do chileno é que Daniel Carvalho deverá ser poupado por conta do desgaste físico pela sequência de jogos.

Quem também foi titular na atividade e deve começar jogando é o lateral-direito Cicinho, que havia perdido a vaga para Artur. No mais, Felipão não deve fazer grandes mudanças no Verdão para o confronto, formando o ataque com Maikon Leite e Barcos e escalando João Vitor ao lado de Marcos Assunção e Márcio Araújo no meio.

Já o Botafogo está praticamente definido para o confronto e busca a vitória para se afastar da zona de rebaixamento. Com apenas nove pontos, a equipe está na 16ª colocação, uma acima da degola.

Nesta sexta-feira, no último treino coletivo antes do duelo, o técnico Vagner Benazzi surpreendeu e montou a equipe com três zagueiros. Marquinhos e Marco Aurélio, que voltam ao time, vão jogar ao lado de Reniê, titular nas últimas duas rodadas.

Os volantes Glauber e Leandro Carvalho, além dos meias Alex e Camilo, também devem retornar contra o Verdão. Alex foi poupado diante do Oeste e Camilo, que não está em grande fase, não enfrentou o Rubrão por opção de Benazzi.

Já o atacante Edson, artilheiro da equipe com três gols marcados nos últimos dois jogos, ainda se recupera de lesão e foi poupado no trabalho, mas deve formar o ataque ao lado de Camilo.

Com os três zagueiros, Benazzi quer anular a bola parada do Alviverde, sobretudo por conta da qualidade de Marcos Assunção.

- O Marcos Assunção deveria estar suspenso contra nos, não na última rodada. É um jogador que sabe colocar a bola muito bem dentro da pequena área, antecipando o goleiro e a gente tem que treinar para tentar ganhar essa jogada - falou o treinador.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO-SP X PALMEIRAS

Estádio: Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP)
Data/hora: 11/3/2012 - 16h
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Alexandre Basilio Vasconcellos e Rodrigo Soares Aragão

BOTAFOGO-SP: Juninho; Reniê, Marquinhos e Marco Aurélio; Alessandro, Leandro Carvalho, Gláuber, Alex e Murilo Ceará; Edson (Caíque) e Camilo. Técnico: Vagner Benazzi.

PALMEIRAS: Deola; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor, Valdivia (Daniel Caravalho) e Maikon Leite; Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Fonte: LanceNet

Reservas do Timão bobeiam no fim e empatam com Guarani no Pacaembu

Elton coloca Corinthians em vantagem, mas Fumagalli iguala aos 42 minutos do segundo tempo. Willian perde gol 'à la Deivid'

Os reservas do Corinthians não passaram de um empate por 1 a 1 contra o Guarani, neste sábado, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Elton, escalado no último treino no lugar do barrado Adriano, abriu o placar no primeiro tempo para o Timão, mas Fumagalli empatou, de pênalti, nos minutos finais.

A vitória corintiana parecia certa. Depois de alguns sustos nos primeiros minutos, o Alvinegro controlou o jogo e poderia ter conquistado uma vantagem maior se Willian não tivesse perdido uma chance incrível na etapa final. Aos 42, porém, o garoto Antônio Carlos cometeu pênalti em Fabinho, impedindo o triunfo.

Apesar do tropeço, o Corinthians continua na liderança do Estadual, agora com 30 pontos, três a mais que o Santos, derrotado pelo Mogi Mirim. O Timão volta a jogar pelo Paulistão no próximo domingo, contra o Comercial, às 16h, no estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto. Neste domingo, a delegação alvinegra viaja para a Cidade do México, onde enfrenta o Cruz Azul, quarta-feira, pela terceira rodada da Taça Libertadores.

Já o Guarani quebra a série de três derrotas consecutivas e se mantém no grupo dos oito melhores que disputarão a segunda fase. O Bugre tem 23 pontos, em sexto lugar. No sábado, recebe o Mirassol, às 18h30m, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.

Susto no início, mas Elton marca
Foi um início de jogo preocupante para o Corinthians. As muitas mudanças feitas por Tite e a pouca experiência da defesa, principalmente de Marquinhos, Antônio Carlos e Gomes, campeões da Copa São Paulo, facilitou o jogo do Guarani. Sem Paulinho e com a discreta apresentação de Ramírez, o Timão perdeu qualidade na saída de bola e, em alguns momentos, chegou a ser pressionado pela equipe de Campinas.

Danilo Sacramento do Guarani e Luis Ramirez do Corinthians (Foto: Rahel Patrasso / Ag. Estado)

Com toques rápidos no campo adversário, o Bugre envolveu a marcação e poderia ter conseguido a vantagem no placar logo nos primeiros minutos. Faltou sorte e capricho. Danilo Sacramento, em chute de longe com desvio na zaga, obrigou Danilo Fernandes a fazer boa defesa. Em seguida, Fumagalli perdeu chance clara ao receber passe de Oziel na área e chutar rente à trave esquerda.

No setor ofensivo, o jogo do Corinthians era outro. Emerson e Willian apostaram na velocidade contra a pesada defesa adversária e tiveram resultado. Sheik, aliás, foi decisivo. Após bela jogada dele pela direita, Elton carimbou a zaga e desperdiçou. Na segunda oportunidade, aos 24, surgiu o gol alvinegro. Emerson pedalou sobre um marcador e tocou de calcanhar para Ramon cruzar. Elton dominou, girou e bateu forte: 1 a 0.

Ah, Willian...
O Corinthians voltou para o segundo tempo com mais força no meio de campo e, consequentemente, sem dar espaços para o Guarani. Rápido, o Timão segurou a bola no campo adversário e evitou sustos. Emerson quase ampliou em falha de Domingos na pequena área. Emerson, o goleiro do Guarani, fez grande defesa.

O salvador bugrino, contudo, quase entregou minutos depois o segundo gol de presente ao Alvinegro. Após chute cruzado para a área, o goleiro soltou a bola nos pés de Willian. O atacante passou pelo goleiro e, com o gol, livre acertou a trave, "à la Deivid". Incrível chance perdida pelo Cebolinha.

O Guarani tentou responder. Fábio Bahia, de cabeça, fez Danilo Fernandes praticar grande defesa. Quando a reação parecia acontecer, o time de Campinas ficou com um jogador a menos, aos 20 minutos. Domingos puxou Elton ao perder a bola na intermediária e foi expulso - ele já tinha cartão amarelo.

Com o passar do tempo, Tite notou o cansaço de alguns jogadores e apostou em mudanças. Vitor Júnior e Gilsinho entraram nas vagas de Douglas e Willian, respectivamente. Quando a vitória parecia certa, veio o castigo. Aos 42, Antônio Carlos segurou Fabinho na área e a arbitragem marcou pênalti. Fumagalli marcou e estragou a noite corintiana.

Fonte: GloboEsporte