Fundos de investimento em disputa no Santos

Candidato acusa chapa de Marcelo Teixeira de copiar propostas da oposição

O carro-chefe da campanha da chapa de oposição, O Santos Pode Mais, é um novo fundo de investidores santistas, com a promessa de arrecadar entre R$ 25 milhões e R$ 45 milhões. No último sábado, o atual presidente e possível candidato da chapa da situação, Marcelo Teixeira, respondeu à altura e divulgou que também tem engatilhada uma parceria com um fundo diferente, que tratará o clube com emoção, não apenas com a intenção de reaver o dinheiro.

Coincidência? Para o candidato da oposição, o consultor de empresas Luis Álvaro de Oliveira, não é:

– A situação tem o hábito de ouvir nossas boas ideias. Desde a nossa primeira candidatura, em 2001, por exemplo, tínhamos a ideia de criar um centro de treinamento completo. Ele, sabiamente, usou essa ideia e criou o CT Rei Pelé.

Segundo o oposicionista, o grupo de investidores que compõe o fundo da sua chapa conversou com Marcelo Teixeira. E apresentou a ele a ideia de um investimento que não tem como objetivo apenas usar o Santos como vitrine, mas sim ajudar a desenvolver o clube.

– Ele hesitou em aceitar, mas, agora, coloca esse fundo como plataforma para sua campanha – afirmou Luis Álvaro de Oliveira.

Com a viagem do provável candidato Marcelo Teixeira ao México, para acompanhar o amistoso contra o Santos Laguna, quem responde as críticas é o coordenador da campanha da chapa da situação, Rumo Certo, Vasco Vieira:

– Eles (da oposição) criaram factoides. Marcelo (Teixeira) teve uma reunião com eles para tentar encontrar um consenso. Lá os empresários disseram não puderam ajudar o Santos em 2009 por conta da crise mundial. Ora, o mercado é volúvel, mas o Santos não. Precisamos de algo mais concreto e não tão volúvel às leis do mercado.

Segundo Vasco Vieira, o fundo “do coração” da situação será gerido pelo Santos e, inclusive, já tem uma lista de atletas de nível de seleção apalavrados com o Peixe. O lateral-esquerdo Roberto Carlos, hoje no Fenerbahçe (TUR), é um deles. E até o Grupo Sonda, que tem atuado no Santos, terá de se adequar aos novos padrões exigidos.

Bate-Bola com Vasco Vieira, coordenador da campanha da situação:

LANCENET!: O atual presidente Marcelo Teixeira já está confirmado?
VASCO VIEIRA: Conversei com Marcelo (Teixeira) ainda hoje (ontem), e ele ainda não se decidiu. Estamos ponderando uma série de coisas. Quando ele voltar, na próxima sexta-feira, vamos sentar para conversar novamente.

LNET!: Como funcionará esse novo fundo do “coração”?
VV: Se Marcelo Teixeira ou outro candidato da Rumo Certo for o vencedor, pretendemos constituir um fundo que será gerido pelo própio Santos e que vai captar recursos de investidores. Já temos conversado com algumas pessoas que tenham interesse.

LNET!: Quem são essas pessoas?
VV: Temos nomes, mas não podemos divulgar. Teremos contato diretamente com os empresários donos das empresas. Já temos alguns nomes, empresas e até de pessoas físicas.

LNET!: E como esse dinheiro será investido no futebol profissional?
VV: Vamos buscar atletas de nível de seleção. Já temos alguns apalavrados, como o Roberto Carlos (lateral do Fenerbahçe-TUR).

Bate-Bola com Luis Álvaro de Oliveira, Candidato da oposição:

LANCENET!: A oposição pede transparência do clube como forma de atrair investimentos externos. Na prática, como isso funciona?
LUIS ÁLVARO DE OLIVEIRA: Quem quer ter sucesso administrativos e financeiros precisa, primeiro, seguir um conceito básico, que é uma transparência nos balanços do clube.

LNET!: Como vocês pretendem reunir esses investimentos?
LAO: Já temos uma série de nomes de donos e presidentes de grandes empresas, santistas como eu, que estão dispostos a colocar recursos no clube. A diferença é que o Santos não será usado como vitrine. O intuito é fazer com que os jogadores possam ficar um tempo mínimo decente e crescer no Santos.

LNET!: E qual é esse tempo?
LAO: O jogador deve ficar no mínimo de três a quatro anos aqui.

LNET!: Qual a proposta da oposição para a reforma do estatuto?
LAO: Antes, o sócio tinha direito a voto com um ano de associação. Hoje, é necessário que o associado contribua por três anos para que ele tenha o direito de voto. Isso engessa o Santos.

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