São Paulo sofre nova derrota

Efeito suspensivo parcial não libera Dagoberto, Borges e Jean para duelo contra o Botafogo

Depois de muita confusão e informações equivocadas, agora o resultado é oficial: os jogadores Dagoberto, Jean e Borges, do São Paulo, não poderão enfrentar o Botafogo neste domingo, dia 22 de novembro, depois de terem o efeito suspensivo parcialmente aceito pelo auditor Francisco Müssnich. Primeiramente, a secretaria do tribunal informou à imprensa presente ao tribunal, no Rio de Janeiro, de que o efeito teria sido aceito para os três jogadores, mas, pouco mais de três horas depois, uma nova decisão foi divulgada.

Com base no artigo 53 § 4º da Lei Pelé (Junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, para julgamento envolvendo competições interestaduais ou nacionais, e aos Tribunais de Justiça Desportiva, funcionarão tantas Comissões Disciplinares quantas se fizerem necessárias, compostas cada qual de cinco membros que não pertençam aos referidos órgãos judicantes e que por estes serão indicados - alterado pela Lei nº 9.981, de 14.07.2000), o efeito suspensivo começa valer a partir do segundo jogo de suspensão. Como cumpriram a suspensão automática contra o Vitória, os três também não poderão enfrentar o Botafogo e estarão liberados somente para o duelo contra o Goiás, na rodada seguinte. O julgamento do recurso será julgado pelo Pleno do STJD na próxima quinta-feira, dia 26 de novembro, ou seja, antes do jogo contra o Goiás. Dessa forma, o efeito perde o fim prático.

Em seu recurso com o pedido de efeito suspensivo, o departamento jurídico do São Paulo entendeu que houve graves equívocos durante o julgamento dos auditores da Terceira Comissão Disciplinar. Em primeiro lugar, ressalta que nenhuma atenuante, como serviços prestados à Seleção Brasileira e primariedade, foram levados em conta no momento da dosimetria da pena.

Levantado como mais grave ainda foi o fato de que os auditores levaram em consideração para agravar a pena de Dagoberto o fato de que o atacante do São Paulo teria dado um sorriso após o lance de sua expulsão, como se fosse um deboche. O recurso alega que os auditores foram induzidos pelas falas dos comentaristas da emissora que transmitiu a partida.

Os advogados do clube paulista afirmam que a expressão de Dagoberto revelava apenas sua incredulidade com a expulsão direta de campo. O presidente da comissão, Mário Antônio Couto, afirmou durante a sessão que, se Dagoberto tivesse chorado, talvez até o absolvesse, mas como teria rido, aplicou-lhe quatro partidas de suspensão em seu voto.

Entenda o caso:

O atacante Borges foi denunciado por "agressão física", como prevê o artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Ele foi acusado de ter acertado com o braço o rosto do gremista Túlio, em partida entre Grêmio e São Paulo pelo Campeonato Brasileiro. Contudo, na sessão da Terceira Comissão Disciplinar, os auditores puniram o atacante com a pena máxima do artigo 255 (ato de hostilidade), após desclassificação da infração.

Já Dagoberto respondeu por "jogada violenta", de acordo com o artigo 254 do CBJD, e também não escapou de punição, pegando três jogos de gancho, uma pena intermediária prevista para a infração, que prevê pena de dois a seis jogos de suspensão.

O volante Jean era o que tinha grandes esperanças de escapar de uma punição, mas também não ficou de fora. Denunciado por "ato desleal", conforme descreve o artigo 250 do CBJD, após expulsão por falta no meia gremista Souza, o volante foi outro a pegar três jogos de suspensão, pena máxima do artigo a que respondeu.

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