Domingo, 6 de dezembro de 2009, o dia em que os colorados torcerão mais pelo Grêmio do que os gremistas. No Beira-Rio, às 17h, o Inter recebe o Santo André com um olho na bola e outro nas notícias que virão do Maracanã, onde seu maior rival duelará com o Flamengo. Para ser campeão brasileiro, o Colorado precisa vencer seu oponente e torcer para que o Tricolor ao menos empate com os cariocas no Rio. O Ramalhão, ainda esperançoso de evitar o rebaixamento, vive situação parecida.O time do ABC paulista também precisa vencer o jogo e contar com resultados paralelos para não cair – derrotas do Botafogo para o São Paulo e do Coritiba para o Fluminense. Para o Inter, o jogo ainda vale a definição do grupo em que cairá na Libertadores da América do ano que vem. A classificação ainda não está garantida matematicamente, mas o Cruzeiro, quinto colocado, precisa tirar três pontos e 14 gols de saldo em apenas uma rodada. Na prática, o Colorado está na competição continental.
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Grêmio? Que Grêmio?
Assim que terminou o jogo contra o Sport, no Recife, o Inter diagnosticou que sua esperança de título estava nas mãos do Grêmio. A partir dali, foram quatro dias de comentários ininterruptos sobre a situação. Seria justo o rival poupar titulares? O Tricolor entregaria o jogo? Até que chegou a quinta-feira, e os atletas foram calados.
O Inter adotou a lei do silêncio porque a diretoria percebeu que os atletas estavam falando mais sobre o Grêmio do que sobre o Santo André. A ideia é evitar um tropeço em casa, que automaticamente anularia qualquer ajuda vinda do Rio de Janeiro. O técnico Mário Sérgio, ao ser questionado sobre o clube rival, resumiu a situação.
- Você vai me perdoar, mas não vou responder. Não me nego a responder perguntas, mas estou preocupado unicamente com meu clube.
O Inter confia no título, mas não muito. O elenco vermelho sabe que um tropeço do Flamengo é improvável mesmo que o Grêmio dê a vida no Maracanã.
- O histórico do Grêmio fora de casa não é bom. Eles só venceram o Náutico fora. Mas tudo pode acontecer – disse o goleiro Lauro.
Para o último jogo do ano, o Inter perdeu o volante Guiñazu, capitão do time, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O substituto natural dele, Glaydson, está fora pelo mesmo motivo. Com isso, o treinador deve optar por Andrezinho, em um desenho de losango no meio, com uma estrutura mais ofensiva do que o habitual.
Será o último jogo de Mário Sérgio como técnico do Inter. Encerrada a partida, ele irá para casa, arrumará as malas e, na segunda-feira, partirá para São Paulo. Lá, pretende ir pescar com a família. Não quer saber de trabalhar por alguns dias.
Ainda não acabou
Confiante em um milagre contra o Internacional, no Beira-Rio, para se livrar do rebaixamento, o Santo André aposta no retrospecto do seu ataque, que marcou nove gols nos últimos dois confrontos (Avaí e Náutico). Somente uma vitória garante o Ramalhão. Para o lateral Arthur, será o jogo mais importante de sua carreira:
- Jogamos contra um time que está lutando pelo título, enquanto nós precisamos vencer para continuar sonhando com a permanência na elite. É uma final de campeonato - disse, em entrevista ao 'Diário do Grande ABC'.
Otimista, o diretor de futebol do clube, Juraci Catarino, mantém as esperanças:
- Estamos nos apegando na possibilidade de permanência que sabemos que existe e é real. Ainda mais com essa ascensão do time nos últimos jogos - completou o dirigente.
O técnico Sérgio Soares deve manter a mesma escalação da goleada sobre o Náutico, no Bruno José Daniel, por 5 a 3, com Wanderley e Nunes no ataque.






























